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Setor de serviços registra queda de 0,6% em outubro

Da redação
13 de dezembro de 2022
Resultado negativo acontece após recorde em setembro

A queda de 0,6% no setor de serviços no Brasil em outubro, na comparação com setembro, interrompeu uma sequência de cinco meses seguidos de crescimento. É o que apontam os dados divulgados nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já na comparação com setembro do ano passado, o volume de serviços registrou a 20ª taxa positiva consecutiva na base de comparação interanual.

Com o resultado, o setor acumula alta de 8,7% no ano e de 9% no indicador acumulado dos últimos 12 meses. Com isso, o patamar do volume de serviços prestados no país ficou 10,5% acima do período pré-pandemia (fevereiro de 2020), e 0,6% abaixo do pico, registrado em setembro deste ano.

De acordo com o IBGE, o resultado negativo foi disseminado, já que três das cinco atividades de serviços investigadas registraram queda na passagem de setembro. Todavia, a maior influência negativa partiu do segmento de transportes.

“Observamos uma disseminação de taxas negativas no setor de transportes, seja em uma análise por modais, com queda de terrestres, aquaviários e aéreos, e a parte de armazenamento, serviços auxiliares ao transporte e correio, assim como em uma análise entre os tipos de uso, com quedas tanto no transporte de passageiros quanto no transporte de cargas”, apontou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

O pesquisador destacou que a queda no transporte aéreo “ocorreu em função do aumento nas passagens aéreas observado no mês de outubro, de 27,38%”

Outra queda relevante foi do segmento de serviços prestados às famílias que, segundo Lobo, ainda não conseguiu se recuperar das intensas perdas registradas em decorrência da pandemia.

“Esse é um segmento que vinha mostrando uma sequência maior de taxas positivas no pós-pandemia, mas como a queda foi muito brusca no período entre março e abril de 2020, a maior frequência de taxas positivas ainda não foi suficiente para superar o nível pré-pandemia, de maneira que o segmento ainda se encontra 6,0% abaixo de fevereiro de 2020”, enfatizou.

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