Sistema de pagamentos instantâneos somou R$ 35,36 trilhões em transferências e quase 80 bilhões de transações, reforçando sua consolidação no país
O Pix movimentou R$ 35,36 trilhões em transferências ao longo de 2025, segundo dados do Banco Central. O montante equivale a cerca de três vezes o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2024, estimado em R$ 11,8 trilhões. No período, foram registradas 79,8 bilhões de transações, reforçando a consolidação do sistema como principal meio de pagamento digital no país.
Dezembro concentrou parte relevante desse volume, com R$ 3,784 trilhões movimentados. O maior pico diário ocorreu em 5 de dezembro de 2025, quando foram contabilizadas mais de 313 milhões de operações. Já no primeiro mês de 2026, o sistema manteve ritmo elevado, com cerca de 6 bilhões de transações realizadas.
Na comparação anual, o crescimento segue expressivo. Em 2024, o Pix havia registrado R$ 26,46 trilhões em movimentações financeiras e 63,5 bilhões de transações. Em 2025, os números avançaram 33,64% em volume financeiro e 25,67% na quantidade de operações.
Criado pelo Banco Central e lançado oficialmente em novembro de 2020, o Pix rapidamente se tornou o principal instrumento de pagamentos instantâneos no Brasil. Atualmente, mais de 170 milhões de pessoas físicas utilizam o sistema — cerca de 80% da população — além de empresas de diversos portes.
Com o passar dos anos, a ferramenta incorporou novas funcionalidades, como pagamentos automáticos, transferências agendadas e operações por aproximação, ampliando sua presença no cotidiano financeiro dos brasileiros.
Paralelamente à expansão do uso, o Banco Central também tem reforçado medidas de segurança. Novas regras voltadas ao Mecanismo Especial de Devolução (MED) buscam acelerar a recuperação de valores em casos de fraude. Antes das mudanças, a taxa média de recuperação pelos bancos era inferior a 10%. A expectativa é que as atualizações reduzam as fraudes em até 40% e tornem o processo mais eficiente.
