Considerada um ponto de inflexão para destravar os investimentos e impulsionar o crescimento econômico, a reforma da Previdência passa por um momento delicado, travada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O mercado teme que as dificuldades políticas enfrentadas pelo governo façam o projeto naufragar no Congresso Nacional. Essa opinião, contudo, não é compartilhada por Luiz Antonio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).
Para França, a racionalidade vai falar mais alto e fazer com que os congressistas aprovem as mudanças nas regras de aposentadoria. “Somos otimistas em relação à reforma da Previdência”, afirma. Na sua avaliação, a aprovação da reforma é o último pilar que falta para o mercado imobiliário deslanchar em 2019. “O setor começa a crescer consideravelmente quando você alinha três pilares”, analisa.
“Em primeiro lugar, segurança jurídica, que foi alcançada após a Lei do Distrato; em segundo, taxa de juros abaixo de dois dígitos, que temos desde 2017; em terceiro, a confiança do consumidor, ligada diretamente ao nível de desemprego, que vai diminuir após o retorno dos investimentos”, completa.
Para os investidores nacionais e estrangeiros voltarem a apostar no Brasil, França reforça que a reforma da Previdência precisa sair do papel, para dar segurança em relação ao futuro fiscal do país.
