Após pico de vacância no pós-pandemia, região supera Faria Lima e JK em ocupação de lajes corporativas, enquanto escassez de novos prédios impulsiona valorização dos imóveis
A região da Avenida Paulista encerrou o primeiro trimestre de 2026 com a menor taxa de vacância entre os principais polos corporativos de São Paulo, segundo levantamento da consultoria Newmark. O índice de escritórios de alto padrão vagos ficou em 2,8%, abaixo de regiões como Faria Lima, com 6,8%, e Juscelino Kubitschek, com 4,3%.
A taxa também ficou muito abaixo da média das regiões premium da capital paulista, que atingiu 14,7% em março.
O movimento reforça a recuperação da Paulista após o impacto da pandemia. Em 2022, a vacância na região chegou a 22,4%, mas vem recuando gradualmente desde então e terminou o trimestre estável na comparação com 2025.
Segundo Mariana Hanania, diretora de pesquisa e inteligência de mercado da Newmark, fatores como infraestrutura, oferta de serviços, transporte público e visibilidade continuam atraindo empresas para a avenida. Além disso, os preços seguem mais competitivos em relação a outras regiões corporativas da cidade.
O valor médio pedido para locação na Paulista ficou em R$ 137,50 por metro quadrado em março, bem abaixo dos R$ 311,97 registrados na Faria Lima e dos R$ 300 na região da Juscelino Kubitschek. Empresas dos setores financeiro e de serviços lideram a procura por espaços na região.
A limitação de novos terrenos, porém, tem levado o mercado a apostar em retrofits e requalificação de edifícios antigos. Segundo a consultoria, cerca de 209 mil metros quadrados já passaram por reformas na Paulista nos últimos 15 anos, distribuídos em 17 prédios.
Hoje, a região possui 527 mil metros quadrados de escritórios de alto padrão e deve receber apenas mais 9,5 mil metros quadrados neste ano, concentrados em um único empreendimento. A Newmark não identifica outros edifícios corporativos premium em construção na região.
Para a consultoria, a combinação entre demanda elevada e baixa oferta tende a impulsionar uma nova valorização dos imóveis corporativos na Paulista nos próximos anos.
