Se a reforma tributária apresentada pelo governo conseguir ampliar a base de arrecadação, com mais pessoas e empresas pagando, seria possível reduzir os impostos. A afirmação é do ministro da Economia, Paulo Guedes, após um encontro, no Palácio do Planalto, com o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), da base aliada do governo. Também participaram o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e o secretário especial da Receita Federal, José Tostes.
Para Guedes, se ocorrer uma considerável ampliação da arrecadação, o governo poderá reduzir ou até eliminar alguns tributos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que incide sobre bens duráveis, como os eletrodomésticos, além de ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR).
“Muita coisa pode ser feita se conseguirmos uma base que tribute quem não pagava antes e permita pagar menos àqueles que já pagavam. Quando todos pagam, todos pagam menos”, disse o ministro ao final do encontro.
Paulo Guedes também destacou que a reforma não aumentará a carga tributária. “É uma redistribuição”, disse. Para tanto, ele defende a criação de um imposto sobre transações eletrônicas para compensar a desoneração da folha de pagamentos, o que desagrada parte do setor produtivo.
