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O que há de bom e de ruim na prévia da inflação

Constantes altas desafiam o Copom, que é pressionado a subir os juros. Mas pelo menos a tarifa de energia caiu

Com a divulgação da prévia oficial da inflação do país em abril, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) atingiu a maior taxa para o mês desde 1995, quando ficou em 1,95%. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desta quarta-feira (27) mostram que o índice ficou em 1,73% neste mês, após ter registrado 0,95% em março. As constantes altas nas prévias econômicas desafiam o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que é pressionado a subir os juros, agravando ainda mais a cadeia produtiva e de consumo. Apesar da alta, há sugestão de que o comportamento dos preços atingiu um pico no ritmo geral de elevação, o que pode gerar uma queda relativa da inflação nos meses subsequentes. Apesar de ruim, era esperada uma prévia ainda pior.

Prós
  • Estabilidade na relação preço x salário;
  • Redução das tarifas de energia com o final da crise hídrica;
  • Busca por substitutos aos insumos agrícolas vindos da Rússia;
  • Atividade econômica retomada com o fim aparente da pandemia;
  • Aumento das exportações em função do real desvalorizado.
Contra
  • Subida acelerada de preços no curto prazo;
  • Custo dos combustíveis sem sinal de estabilização;
  • Insumos agrícolas da Rússia comprometidos;
  • Desaceleração do crescimento, gerando menos emprego e renda.

“É bom ter alguma inflação. Inflação zero é ruim, significa que os preços não estão subindo, mas a renda das pessoas também não”, disse o economista Heron do Carmo, da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e especialista em inflação. “O ideal é ter a inflação controlada em um nível baixo. Para o Brasil, uma taxa [anual] na casa de 3% está ótima. Mas, quando chega perto dos 10%, já começam a haver distorções.”

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