É o primeiro superávit brasileiro desde junho do ano passado, que teve US$ 265,9 milhões
Dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira (25) apontam que o Brasil registrou saldo positivo de US$ 286 milhões nas contas externas em março de 2023, ante déficit de US$ 3 bilhões em março de 2022. É o primeiro superávit desde junho do ano passado, quando foi registrado US$ 265,9 milhões. No acumulado em 12 meses, o saldo foi negativo em US$ 52,3 bilhões, o equivalente a 2,66% do PIB.
As transações consideram três dados. O desempenho da balança comercial de produtos entre o Brasil e outros países, isto é, as exportações e importações. Em março deste ano, houve o maior superávit da série histórica, de US$ 9,5 bilhões, ante saldo positivo de US$ 6,1 bilhões em março de 2022.
O segundo item é a balança de serviços das contas externas. É considerado, sobretudo, as compras de brasileiros no exterior, incluindo gastos com importações de serviços financeiros, fretes e aluguel de equipamentos e até gastos de turistas. O déficit totalizou US$ 2,9 bilhões em março de 2023, redução de 14,1% em relação a março de 2022.
A renda primária é o terceiro ponto e trata das remessas de dinheiro e pagamentos (lucros, juros e dividendos) que as multinacionais com filial por aqui enviam para o exterior. Nesse cálculo também estão as remessas que empresas brasileiras recebem de filiais do exterior. O déficit de renda primária somou US$ 6,4 bilhões em março de 2023, aumento de 6,4% comparativamente ao déficit de US$ 6 bilhões em março de 2022
Investimentos diretos
Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$ 7,7 bilhões em março de 2023, aumento em relação ao total de US$ 6,9 bilhões que entraram no país em março de 2022.
O IDP acumulado em 12 meses totalizou US$ 89,7 bilhões (4,57% do PIB) em março de 2023, ante US$ 88,9 bilhões (4,54% do PIB) no mês anterior e US$ 47,7 bilhões (2,80% do PIB) em março de 2022.
