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Lava Jato investiga corrupção em Belo Monte; Delfim Netto é um dos alvos

A Polícia Federal lançou nesta sexta-feira (9) a 49ª etapa da Operação Lava Jato, batizada de Buona Fortuna, que investiga um esquema de corrupção na construção da Usina de Belo Monte, no Pará. Os policiais cumprem nove mandados de busca e apreensão em Curitiba, Guarujá, Jundiaí e São Paulo. Delfim Netto, ministro da Fazenda nos governos militares, é um dos alvos da ação. Para o MPF, ele é suspeito de receber parcela das vantagens indevidas que seriam direcionadas ao PMDB e PT, em razão de sua atuação na estruturação do Consórcio Norte Energia. “As provas indicam que o ex-ministro recebeu 10% do percentual pago pelas construtoras a título de vantagens indevidas, enquanto o restante da propina foi dividido entre o PMDB e o PT, no patamar de 45% para cada partido”, detalhou o MPF.

Por que é importante

A operação baseia-se em indícios de que o consórcio Norte Energia foi indevidamente favorecido por agentes do governo federal para vencer o leilão destinado à concessão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Posteriormente, mediante acordos de corrupção, a Norte Energia direcionou o contrato de construção da usina a outro consórcio, formado por empresas que deveriam efetuar pagamentos de propina em favor de partidos políticos e seus representantes, no percentual de 1% do valor do contrato e seus aditivos

Quem ganha

O combate à corrupção. Os mandados judiciais desta nova fase foram expedidos pelo juiz federal Sérgio Moro

Quem perde

A construção de Belo Monte é cercada de polêmicas. Orçada em R$ 16 bilhões, o custo da usina passou de R$ 30 bilhões

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