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Itaú e BTG concentram 65% do lucro dos grandes bancos privados no 1º trimestre

Lucas Andrade
15 de maio de 2026
Bradesco e Santander mostraram desaceleração nos ganhos no começo de 2026

O lucro dos maiores bancos privados brasileiros recuou pela primeira vez em mais de dois anos, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta. No primeiro trimestre de 2026, Bradesco, BTG Pactual, Itaú Unibanco e Santander Brasil somaram R$ 25,3 bilhões, queda de 5,8% em relação ao trimestre anterior. Apesar da retração, o setor segue em patamar historicamente elevado de rentabilidade.

O destaque ficou para o Itaú, que manteve lucro recorde de R$ 11,9 bilhões, o maior já registrado por uma instituição financeira listada na B3. O BTG Pactual foi o único a crescer no período, com avanço de 4,1% e resultado de R$ 4,57 bilhões. Juntos, Itaú e BTG responderam por 65,3% do lucro consolidado dos quatro maiores bancos privados.

Entre os pares, o Bradesco registrou a maior queda, com recuo de 22,3% e lucro de R$ 5,03 bilhões. O Santander também encolheu, com resultado de R$ 3,73 bilhões, queda de 7,4%. Ao incluir o Banco do Brasil, o lucro consolidado dos cinco maiores bancos listados na B3 caiu 10,8%, para R$ 28,3 bilhões, ampliando a tendência de desaceleração.

Os dados da Elos Ayta reforçam a concentração dos resultados em instituições com maior eficiência e modelos de negócios diversificados, consolidando o protagonismo do Itaú e a expansão acelerada do BTG no mercado financeiro brasileiro.

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