Com 10% em novembro, resultado ficou um pouco 0,4 ponto abaixo da estimativa
A inflação na Zona do Euro desacelerou pela primeira vez em um ano e meio, oferecendo um vislumbre de esperança ao Banco Central Europeu em sua luta para conter o pior choque de preços ao consumidor em uma geração. A leitura da inflação para novembro foi de 10%, informou a Eurostat na quarta-feira (30), abaixo da estimativa mediana de 10,4% dos economistas pesquisados pela Bloomberg.
O recuo, do patamar de 10,6% em outubro, foi a maior desde 2020 e ocorreu graças a avanços mais lentos nos custos de energia e serviços, mesmo com os preços dos alimentos crescendo mais rapidamente.
Membros do BCE destacaram os dados como cruciais para seu julgamento sobre a possibilidade de aumentar as taxas de juros em 75 pontos-base pela terceira vez consecutiva – um desfecho que agora pode ser menos provável.
Os formuladores de políticas provavelmente estudarão o relatório em uma reunião agendada para quarta-feira, sua reunião final antes da decisão de 15 de dezembro.
Os mercados estão precificando cerca de 57 pontos-base de aumentos de juros até o final do ano. Os títulos europeus ampliaram as perdas após a divulgação de quarta-feira, com os rendimentos alemães de dois anos subindo seis pontos-base para 2,17%.
Embora apenas um único mês de dados, a perspectiva vacilante de enfraquecimento das pressões de preços trará alívio ao BCE após a frustração de meio ano de números repetidamente maiores do que as previsões dos economistas.
