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Inflação na Zona do Euro desacelera a 6,9% em março

Da redação
31 de março de 2023
É o menor patamar em 13 meses

A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da Zona do Euro desacelerou fortemente em março, a 6,9%, atingindo o menor nível em 13 meses, segundo dados preliminares divulgados nesta sexta-feira (31), pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

Em fevereiro, o CPI anual do bloco havia sido de 8,5%. A prévia de março ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam recuo da taxa do CPI a 7,1%.

A desaceleração foi mais uma vez motivada pelos preços de energia, que caíram 0,9% em março ante um ano antes, depois de avançarem 13,7% na comparação anual de fevereiro.

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Já o núcleo do CPI, que desconsidera os preços de energia e de alimentos, teve acréscimo anual recorde de 5,7% em março, em linha com o consenso do mercado.

Entre as principais economias da Zona do Euro, todas registaram quedas significativas: a Alemanha passou de 9,3% em fevereiro para 7,8% em março, a França caiu de 7,3% para 6,6% e a Itália passou de 9,8% para 8,2%.

Já na Espanha, a inflação caiu de 6% em fevereiro para 3,1% em março. E em Portugal, segundo dados preliminares partilhados também esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a inflação situou-se nos 7,4% em março, menos 0,8 pontos percentuais face ao valor registado no mês anterior. Março de 2023 é o quinto mês consecutivo em que a taxa de variação homóloga do indicador que mede a inflação diminui.

Mesmo os países bálticos, que vinham de quase um ano de inflação próxima ou acima de 20%, estão a registar quedas no reajuste de preços: a Lituânia registou 15,2%, Estónia 15,6% e Letónia 17,3%.

Contudo, os analistas da consultoria Oxford Economics consideram que os valores agora alcançados na zona euro não serão suficiente para promover uma mudança na política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Neste sentido, esperam um novo aumento das taxas de juros de referência do BCE, “até que uma procura mais frágil, juntamente com a flexibilização dos preços da energia, alivie as pressões subjacentes sobre os preços”.

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