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Incertezas derrubam expectativas de empresários e consumidores

A prévia extraordinária das sondagens, divulgada nesta quinta-feira (15) pela Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), sinalizou um recuo da confiança empresarial e dos consumidores em outubro. Em relação ao número final de setembro, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) diminuiria 1,1 ponto, para 96,4 pontos, enquanto o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) cairia 3,9 pontos, para 79,5 pontos. Segundo Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das pesquisas, o desempenho seria um reflexo do aumento das incertezas com o cenário econômico. “Os resultados sugerem uma interrupção na tendência de recuperação da confiança empresarial, com piora das expectativas em todos os setores, exceto na indústria, que continua com perspectivas bastante otimistas para os próximos meses”, observou. “Já o nível muito baixo da confiança dos consumidores decorre em grande medida da preocupação com o mercado de trabalho, a aceleração recente dos preços de alimentos e da incerteza com a pandemia e com o fim do período de benefícios emergenciais”, destacou.

Para os empresários, a queda da confiança seria puxada exclusivamente pela piora das expectativas para o futuro, dado que haveria melhora da percepção sobre o momento atual. Para os consumidores, o aumento do pessimismo para os próximos meses exerceria maior influência. O Índice de Situação Atual dos Empresários (ISA-E) aumentaria 2,9 pontos, para 95,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas Empresarial (IE-E) cairia 3,8 pontos, para 97,2 pontos. Entre os consumidores, o índice que mede a percepção sobre a situação atual (ISA-C) diminuiria 1,9 pontos, para 70,7 pontos, enquanto o indicador que capta as perspectivas para os próximos meses (IE-C) recuaria 5,0 pontos para 86,5 pontos.

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