Queda no ritmo das matérias-primas no atacado ajudou a aliviar pressão inflacionária, segundo a FGV
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) avançou 0,89% em maio, desacelerando em relação à alta de 2,94% registrada em abril, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (18) pela Fundação Getulio Vargas. O resultado veio abaixo das projeções do mercado, que esperava alta de 1,11%, de acordo com levantamento da Reuters.
Com o resultado, o indicador passou a acumular alta de 1,46% em 12 meses.
A desaceleração foi puxada principalmente pelo comportamento dos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que representa 60% da composição do IGP-10, subiu 0,95% em maio, após avanço de 3,81% no mês anterior.
Segundo a FGV, o movimento refletiu a perda de força das matérias-primas brutas, cuja variação desacelerou de 7,01% em abril para 0,06% em maio.
Entre os itens que ajudaram a conter a inflação no atacado estiveram minério de ferro, álcool etílico anidro, cana-de-açúcar, café em grão e suínos, todos com recuos no período.
“Esse movimento refletiu influências negativas relevantes, como minério de ferro, que caiu 4,67%, além de álcool etílico anidro, cana-de-açúcar, café em grão e suínos, todos com quedas expressivas no mês”, afirmou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), responsável por 30% do índice geral, também perdeu força e registrou alta de 0,68% em maio, após avanço de 0,88% em abril.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) teve variação de 0,86% no período, praticamente estável em relação ao mês anterior, quando havia subido 0,88%.
O IGP-10 mede a evolução dos preços ao produtor, consumidor e construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
