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Estudo da EY identifica as prioridades dos conselhos de administração no Brasil

O estudo “Prioridades dos Conselhos de Administração no Brasil para 2019”, elaborado pela consultoria EY, mostra que as empresas brasileiras vivem o desafio de atingir objetivos de curto e de médio prazo, mas ao mesmo tempo precisam criar condições para garantir a sustentabilidade e a prosperidade dos negócios a longo prazo. Conforme a pesquisa, 36% dos colegiados estão focados em pautas relacionadas a demandas da área financeira e contábeis; 32% estão centrados em estratégia, performance e projeções; 27% olham para os desafios regulatórios, de compliance e riscos; e 5% privilegiam outros temas.

Diante do cenário apurado no levantamento, a avaliação da consultoria é que os conselhos devem estar atentos a fatores essenciais que compõem a cultura das companhias, entender e supervisionar novos riscos e acompanhar oportunidades e estratégias. Além disso, a comunicação tornou-se um elemento chave para o sucesso com a cobrança de investidores, consumidores, funcionários e sociedade em geral para que as empresas expliquem seu valores e posições em uma variedade de questões. Por isso, a agenda dos conselhos precisa acompanhar as transformações sociais e tecnológicas.

Com base na pesquisa feita, a EY identificou quatro prioridades dos conselhos em 2019. Confira:


1.Avaliar cenários de futuro dado o dinamismo do ambiente geopolítico e regulatório

O cenário de volatilidade, com mudanças nos governos, na economia e na sociedade, tem forte influência nos negócios. Uma reviravolta no panorama do comércio exterior pode expor as empresas a novos riscos relacionados à sua base de consumidores, estruturas operacionais, responsabilidades regulatórias, cadeia de suprimentos e arranjos de planejamento tributário. Pode afetar também a habilidade das empresas em atrair, desenvolver e reter talentos. No Brasil, o ambiente político instável demanda uma acompanhamento rigoroso. A reforma da Previdência, se aprovada, irá gerar amplos efeitos no planejamento financeiro das companhias e também no planejamento financeiro pessoal dos trabalhadores.


2.Aprimorar os debates sobre propósito, cultura e talentos

O estudo revela que as empresas brasileiras continuam com dificuldade de encontrar e reter talentos-chave e que, cada vez mais, os ativos intangíveis superam os tangíveis em valor de mercado de uma organização, e parte deste capital pode ser atribuída à força de trabalho. Para a cultura corporativa evoluir é necessário
começar pelo conselho de administração. Uma situação que os colegiados precisam ficar atentos é que as novas gerações, que ganham protagonismo no mercado de trabalho, dizem escolher os valores de uma organização em vez de melhor remuneração. Ou seja, o jovem talento tem um desejo de propósito e está escolhendo um caminho não tradicional para monetizar suas habilidades, enquanto muitas empresas ainda enxergam a agenda de talentos como parte de um departamento.


3.Dar o próximo passo na gestão de riscos e no compliance

As transformações tecnológicas aceleram as mudanças na economia e afetam as diversas dimensões como as empresas criam e mantêm vantagem competitiva. O desafio dos conselhos é repensar a estratégia da gestão de riscos das organizações. Por exemplo, se por um lado as tecnologias disruptivas como inteligência artificial, análise de dados e automação podem trazer maior velocidade e assertividade ao negócio, por outro lado, a quantidade de dados gerados, o desafio da segurança cibernética
e o aumento da regulamentação e da fiscalização fazem com que a integridade e a privacidade se tornem fatores cada vez mais importantes.


4.Entender impactos da transformação digital e da mudança nos modelos de negócios na estratégia corporativa

A pesquisa indica que é relevante que os conselhos façam o monitoramento constante das tendências mercadológicas que impactem a dinâmica competitiva da indústria onde a empresa está inserida para que a estratégia corporativa continue sendo atraente e capaz de entregar resultados e criar valor para os acionistas. Dentro disso, uma boa estratégia de alocação de capital, de transações e de fusões e aquisições pode ser utilizada como alavanca para corrigir a rota do negócio e sustentar o posicionamento competitivo da empresa.

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