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Estados são contra redução do IPI

Fenafisco afirma que corte não passa de mais um perverso mecanismo de transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos

O Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (DF) (Comsefaz), é contra a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), decretado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). O grupo afirma que o corte linear de 25% do tributo vai piorar a situação fiscal de estados e municípios, pela “inoportuna e descabida redução da receita pública e, ademais disso, vai comprometer ainda mais a prestação de serviços essenciais como educação, saúde e segurança”, informou em nota nesta quarta-feira (2).

Para a Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), o corte linear e drástico do IPI não passa de mais um perverso mecanismo de transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos. Segundo nota do órgão, de um lado, retira-se pelo menos R$ 4,5 bilhões de estados e R$ 5,3 bilhões dos municípios; do outro, aumentam-se as margens de lucros de alguns segmentos empresariais.

De acordo com os estados, a promessa do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que a medida é a primeira de um movimento de reindustrialização do Brasil, “mais que delirante, é um ultraje à inteligência da sociedade brasileira, cansada das fanfarronices de quem acumula fracassos na condução dos negócios públicos, enquanto acumula lucros em seus negócios privados”.

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