Alta dos preços de energia foi o principal motor da aceleração; no G7, o índice chegou ao maior nível desde novembro de 2022
A inflação ao consumidor nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acelerou em maio, pressionada principalmente pela alta dos preços de energia. Segundo dados divulgados pela entidade nesta segunda-feira (6), o índice anual passou de 4,4% em abril para 4,6% em maio de 2026.
A inflação cheia avançou em 16 países-membros da OCDE, desacelerou em oito e ficou estável em outros 14.
O principal fator de pressão veio da energia. A inflação desse componente subiu de 13,2% em abril para 15,8% em maio, com aceleração em 26 dos 37 países com dados disponíveis. Canadá, Lituânia, Turquia e Estados Unidos registraram alta superior a 20% nos preços de energia. Na outra ponta, Costa Rica, Dinamarca, Islândia, Japão e Noruega tiveram variação negativa.
Os alimentos seguiram em direção oposta. A inflação do grupo recuou 0,4 ponto porcentual, para 3,6%, com queda observada na maior parte das economias da OCDE.
Já o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, voltou a subir. O indicador avançou 0,2 ponto porcentual em maio, para 3,8%, sinalizando que a pressão inflacionária ainda não está restrita aos itens mais voláteis.
No G7, a inflação anual passou de 3,2% em abril para 3,5% em maio. A alta também foi puxada pela energia, cuja inflação chegou a 17%, o maior patamar desde novembro de 2022. O indicador avançou em Canadá, França, Itália e Estados Unidos, mas recuou na Alemanha após a adoção de subsídios aos combustíveis.
O Japão registrou a menor inflação entre os países do G7, em 1,5%, beneficiado por subsídios governamentais para combustíveis e serviços públicos.
Na zona do euro, a inflação anual medida pelo índice harmonizado de preços ao consumidor subiu de 3% em abril para 3,2% em maio. A prévia da Eurostat, no entanto, indica desaceleração para 2,8% em junho, com alívio tanto nos preços de energia quanto no núcleo da inflação.
Entre os países do G20, a inflação anual avançou de 4,3% em abril para 4,5% em maio. A aceleração foi observada em economias como Brasil, Argentina, Índia, Indonésia e África do Sul.
