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Eleições prejudicaram o PIB no 3º trimestre, diz economista

Divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (30), o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre voltou a confirmar a tendência de recuperação da economia brasileira, mas esteve longe de empolgar os analistas. Com avanço de 0,8% entre julho e setembro, o produto acumula alta de 1,1% no ano, na comparação com os primeiros nove meses de 2017. De acordo com o último relatório Focus, do Banco Central (BC), o mercado estima que a economia do país vai crescer 1,39% em 2018.

Na opinião de Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, o resultado do terceiro trimestre foi negativamente impactado pelo processo eleitoral. “Com as pesquisas indicando que Haddad (candidato do PT à presidência) poderia vencer o pleito, o dólar chegou a R$ 4,20, a Bolsa despencou e a inflação acelerou, afetando a confiança na economia e, consequentemente, o nível de atividade”, analisa. “O período também pegou o rescaldo da greve dos caminhoneiros, que ocorreu ainda em maio.”

Vale também destacou que o desempenho do PIB foi afetado pela base de comparação com o terceiro trimestre de 2017, quando o governo liberou R$ 6,2 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) à população, injetando dinheiro na economia. O analista ainda explicou que a alta de 6,6% nos investimentos precisa ser vista com cautela. “Foi uma questão estatística. Os dados de importação das plataformas de petróleo passaram a ser considerados como investimento, e tudo foi contabilizado de uma vez”, afirmou. “Foi artificial. Em condições normais, teria avançado entre 2% e 3%.”

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