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Costa Rica entra na OCDE antes do Brasil

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) anunciou nesta terça-feira (25) a integração oficial de seu 38º membro, a Costa Rica. A adesão estava validada desde maio de 2020. Com menos de 5 milhões de habitantes e pouco menor que o estado do Rio Grande do Norte, a Costa Rica é a quarta nação latino-americana e a primeira da América Central a participar do bloco, que já conta com México, Colômbia e Chile.

Entrar na OCDE para a Costa Rica significará uma melhor captação de investimentos internacionais, confiança dos investidores e empresas, melhora da imagem externa e diálogo amplo com as economias desenvolvidas. Por ser um país de tradição democrática tentando deixar o subdesenvolvimento para se mostrar como um pequeno emergente, a participação na OCDE facilitará a captação de recursos no exterior a juros menores. A economia costarriquenha é baseada na exportação de frutas (imagem), café, montagem de componentes eletrônicos e no serviços de turismo. Com um PIB de US$ 91 bilhões, o país produz o equivalente 0,3% da economia brasileira.

Adesão incerta

Enquanto isso, o Brasil patina. Há um acordo de cooperação com a OCDE em vigor desde início dos anos 1990, mas só em 2019 foi iniciado o processo de adesão. Para tanto, o governo brasileiro fez uma série de concessões aos Estados Unidos, então sob o governo de Donald Trump, que afirmou que daria prioridade ao Brasil. Porém, ainda durante o governo Trump, os EUA passaram a apoiar a Argentina. Agora, com o governo de Joe Biden, a entrada brasileira à OCDE ficou ainda mais incerta. Neste ano, a organização criou uma comissão inédita para monitorar os recuos ao combate à corrupção no Brasil.

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