Relatório da Moody’s Analytics avalia que a Copa do Mundo de 2026 terá impacto econômico desigual entre os países-sede, mas deverá pesar no bolso dos torcedores mais do que as edições anteriores.
O estudo aponta que, enquanto Estados Unidos e Canadá sentirão efeitos marginais no crescimento de seus PIBs, o México terá um impulso relativamente maior, com acréscimo de 13 pontos-base em 2026, relevante diante da projeção de expansão de apenas 1,5%.
A análise destaca que, apesar de sediar menos partidas, a Cidade do México deve se beneficiar de gastos indiretos em turismo e hospitalidade, reforçando sua posição como polo turístico global.
Já nos EUA e no Canadá, os impactos se concentrarão em grandes centros como Califórnia, Texas, Nova York, Miami, Atlanta, Boston, Toronto e Vancouver, mas sem efeito transformador sobre suas economias.
O relatório ressalta que os preços dos ingressos serão significativamente superiores aos da edição de 2022 no Catar, tornando esta uma das Copas mais caras da história para os torcedores.
A abrangência continental do torneio e o maior número de seleções participantes podem ampliar os gastos totais, mas riscos como tensões geopolíticas e políticas migratórias restritivas nos EUA podem limitar o potencial de crescimento.
Ainda assim, com o evento ocorrendo em plena alta temporada de viagens e acompanhado de uma agenda paralela de entretenimento nas cidades-sede, a Moody’s avalia que o balanço tende a ser positivo, podendo superar as estimativas.
