Alta discreta do indicador é insuficiente para sinalizar uma reversão da tendência de queda dos últimos quatro meses
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 0,6 ponto em fevereiro, para 89,2 pontos, interrompendo a sequência de quatro quedas seguidas. Em médias móveis trimestrais, o indicador continuou recuando, agora em 0,8 ponto. O levantamento foi divulgado pela Fundação Getúlio Vargas Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) nesta quarta-feira (1°).

“A alta discreta da confiança empresarial em fevereiro é insuficiente para sinalizar uma reversão da tendência de queda observada nos quatro meses anteriores. Houve alguma melhora nas expectativas com a evolução dos negócios nos seis meses seguintes, mas a nova queda do índice que mede a situação corrente aponta para a continuidade da tendência de desaceleração dos segmentos mais cíclicos da economia no mês. Entre os segmentos, chama atenção a alta da confiança do Comércio. Apesar disso, este continua registrando o menor nível de confiança entre os quatro grandes setores pesquisados”, avalia Aloisio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas do FGV IBRE.

A alta da confiança empresarial em fevereiro foi inteiramente determinada pela melhora das expectativas, já que as avaliações em relação à situação corrente dos negócios continuaram piorando. O Índice de Expectativas (IE-E) subiu 1,9 ponto, para 87,9 pontos enquanto o Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou 1,0 ponto, para 89,9 pontos, menor nível desde fevereiro do ano passado (88,1 pts.).
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

Em fevereiro, a alta mais forte da confiança ocorreu no Comércio, segmento que havia registrado fortes quedas nos três meses anteriores e uma estabilidade. Houve alta da confiança também na Construção, enquanto Indústria e Serviços caminharam em sentido oposto. As avaliações sobre a situação corrente subiram fortemente no Comércio, enquanto os demais setores apresentaram quedas. As expectativas para os próximos meses melhoraram na Construção e nos Serviços.

(FGV)
