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“Como pessoas supostamente inteligentes dizem que o problema é o teto?”

A frase acima foi dita pelo secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, que fez uma dura crítica aos que questionam o teto de gastos, durante evento promovido pela Reuters, em São Paulo. Diante de uma plateia repleta de investidores e executivos, Mansueto falou sobre a gravidade da situação fiscal no Brasil e ressaltou a necessidade do País fazer a Reforma da Previdência para reverter a trajetória de crescimento da dívida pública, hoje superior a 80% do PIB.

Segundo dados apresentados pelo economista, o Brasil gasta 14% do PIB com previdência, enquanto os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) gastam, em média, 8,1% do seu produto. Para ele, o volume gasto com aposentadoria limita o investimento em áreas fundamentais para o País, como a Saúde, onde gastamos apenas 3,8% do PIB, contra 6,5% na média da OCDE. Mansueto também criticou os privilégios de certas categorias no sistema previdenciário: “Aposentadoria de funcionário público não tem nada a ver com assistência social”, disse. “No Brasil, os mais ricos se aposentam antes dos mais pobres, aproximadamente aos 54 anos, e recebendo um bom benefício.”

Mesmo que o próximo governo consiga aprovar uma reforma ampla na Previdência e faça um ajuste fiscal significativo, o secretário do Tesouro Nacional não acredita que os próximos quatro anos do novo presidente serão suficientes para equilibrar de vez as contas. “Considerando que as reformas necessárias sejam feitas, seriam necessários, provavelmente, de 8 a 10 anos para que possamos entrar em uma trajetória de diminuição da dívida pública”. Questionado em relação à possibilidade do Brasil aumentar sua carga tributária para diminuir o endividamento, Mansueto lembrou que o País já aumentou os impostos consideravelmente na década de 90, e que a carga atual é bem alta na comparação com o restante da América Latina e os países da OCDE.

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