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Casos com fintechs são isolados e não podem contaminar o setor

Casos com fintechs são isolados e não podem contaminar o setor

Os recentes casos envolvendo duas fintechs badaladas estão contaminando o setor. Já há quem diga que o problema está no modelo de negócio das fintechs. Trata-se de um erro. Primeiro que os dois casos são distintos um do outro – e não têm nada a ver com a forma como fintechs em geral atuam. São problemas individuais. No primeiro caso, do Banco Inter, há acusação de vazamento de dados de 300 mil clientes que estavam armazenados num sistema da Amazon de nuvem. O banco nega o vazamento e diz quer foi vítima de uma tentativa de extorsão. As ações do Inter, que estrearam na bolsa no dia 30 de abril cotadas a R$ 85, são negociadas na tarde de sexta-feira (4) a R$ 70,79. O segundo caso ocorreu hoje (4), com a liquidação extrajudicial do Banco Neon e o bloqueio das contas digitais ligadas a ele. De acordo com a autoridade monetária, o Neon apresenta patrimônio líquido negativo e “graves violações às normas legais e regulamentares” que disciplinam as instituições financeiras. Entre as violações, estão falhas no controle e monitoramento de operações de prevenção à lavagem de dinheiro, além de contabilização incorreta de ativos e não reconhecimento de passivos.

Por que é importante
As fintechs são um fenômeno recente, resultado do desenvolvimento das plataformas digitais e da maior preferência dos jovens por novos serviços online, e crescem rapidamente. Como toda novidade, despertam interesse, curiosidade, otimismo exagerado ou temores infundados
Quem ganha
Os bancos tradicionais, que, por mais que digam que a atuação das fintechs é complementar à deles, temem o aumento da concorrência
Quem perde
As fintechs, que não têm nada a ver com os casos do Banco Inter ou do Banco Neon e sofrem sem motivo com o dano de reputação

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