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BTG vê leilão da Régis Bittencourt como principal oportunidade de expansão da Motiva

Da redação
14 de julho de 2026
Banco mantém recomendação de compra para a companhia e destaca potencial de valorização de 32% das ações

O BTG Pactual avalia que o leilão da concessão da Rodovia Régis Bittencourt, marcado para 23 de julho, representa a principal oportunidade de expansão da Motiva (MOTV3) no segmento de rodovias. Em relatório divulgado nesta terça-feira (14), o banco reiterou a recomendação de compra para as ações da companhia e fixou preço-alvo de R$ 20, o que representa potencial de valorização de cerca de 32% sobre a cotação atual.

Segundo os analistas, a concessão da BR-116, que liga São Paulo a Curitiba, se encaixa na estratégia da Motiva de ampliar sua presença em ativos considerados estratégicos e de maior rentabilidade. O banco destaca que a rodovia possui margens operacionais superiores às do portfólio consolidado da empresa e desempenha papel relevante no transporte de cargas, especialmente por conectar o interior do país ao Porto de Paranaguá.

O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 7,1 bilhões ao longo de um contrato de 15 anos. Entre as obras estão a duplicação de 69 quilômetros da rodovia, construção de 33 quilômetros de vias marginais, 22 quilômetros de contornos e melhorias em infraestrutura, segurança e modernização operacional.

Na avaliação do BTG, a Motiva chega ao leilão em posição favorável após a estratégia de reciclagem de ativos, que incluiu a venda de aeroportos e a possibilidade de desinvestimentos em participações ferroviárias. Esse movimento amplia a capacidade financeira da empresa para disputar novas concessões.

Apesar da expectativa de concorrência no certame, o banco não prevê uma disputa agressiva. O relatório afirma que o elevado volume de investimentos já assumido pelas concessionárias nos últimos anos, somado ao atual patamar dos juros, tende a reduzir o apetite por lances mais elevados. Empresas como EPR, Pátria, Ecorodovias e Arteris são apontadas como possíveis interessadas.

O BTG ressalta, contudo, que a prioridade da Motiva continua sendo projetos de expansão em concessões já existentes, considerados mais previsíveis em termos de risco e retorno. Ainda assim, a instituição vê a Régis Bittencourt como uma das poucas oportunidades de crescimento em novos ativos compatíveis com a estratégia da companhia e mantém a Motiva como sua principal recomendação no setor de concessões rodoviárias.

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