No auge da crise hídrica, custo da energia termoelétrica ficou mais de 900% acima da média das hidrelétricas
O governo decidiu na reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) desta quarta-feira (2) limitar ainda mais a quantidade de eletricidade gerada por usinas termelétricas, já que as chuvas em várias partes do país aumentaram os níveis dos reservatórios hidrelétricos.
A geração total de energia térmica (incluindo importações) das usinas coordenadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) não pode mais ultrapassar a média de 10 gigawatts (GWmed). Hoje, esse tipo de geração é de cerca de 11 GWmed ao dia. O país precisa de cerca de 72 GWmed de eletricidade a cada 24 horas.
Custos elevadíssimos
Antes, o limite estabelecido pelo governo era de 15 GWmed diários. Além disso, as teermelétricas não poderão ter um custo superior a R$ 600 megawatts-hora (MWh). O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, lembrou em nota que durante o pior período da crise hídrica do ano passado chegou-se a utilizar recursos a um custo superior a R$ 2.000/MWh. Para efeito de comparação, uma hidrelétrica gera energia a um custo cerca de R$ 200/MWh.
“Essa mudança na política operativa deverá se traduzir em redução dos custos percebidos pelos consumidores de energia elétrica”, informa a nota.
(com Agência Brasil)
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