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Brasil deve abrir leilão para 5G a partir de junho de 2021

Integrantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o ministro das Comunicações, Fábio Faria, reuniram-se na tarde desta terça-feira (24) com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, para tratar da preparação do leilão da rede móvel 5G.

Sorteado como relator do processo, o conselheiro da Antael Carlos Manuel Baigorri afirmou que o cronograma prevê lances no fim do primeiro semestre do ano que vem. “Esse é o cronograma com que trabalhamos e vamos persegui-lo, apesar dos desafios”, afirmou.

20 vezes mais veloz

Além de ser aprovado pela Anatel, o edital deverá ser analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com o presidente da Anatel, Leonardo Euler de Morais, o edital do 5G será construído para exigir das empresas vencedoras maiores compromissos de investimento no setor, em vez de uma abordagem arrecadatória. “Deverá ser o maior leilão de direito de uso de radiofrequência da história do Brasil. O Brasil ainda tem lacunas de infraestrutura de telecomunicações, seja na parte de acesso, seja na parte de transporte. Esse leilão é uma oportunidade singular para preenchermos essas lacunas”, destacou.

A tecnologia 5G de internet móvel, em sua máxima potência, deverá oferecer altas velocidades de internet no Brasil, até 20 maiores do que a 4G, além de maior confiabilidade e disponibilidade. Essa tecnologia terá também capacidade para conectar massivamente um número significativo de aparelhos ao mesmo tempo. 

Geopolítica

Entre as empresas do setor, a chinesa Huawei desponta como uma das principais fornecedoras de equipamentos paras operadores de telecomunicações que devem disputar o leilão. O grupo chinês disputa o mercado internacional com tecnologia dos Estados Unidos (EUA) e da Europa e chegou a ter suas operações restringidas no país norte-americano, no ano passado, após uma ordem do presidente Donald Trump, que alegou ameaça à segurança nacional, por supostos dispositivos de vigilância embutidos nos aparelhos da empresa.

Questionado por jornalistas se o governo brasileiro poderia estabelecer algum tipo de restrição à participação dos chineses, como defendido por uma aliança liderada pelos EUA, Fábio Faria disse que o trabalho de sua pasta é técnico. “Aqui não tratamos de geopolítica. Os conselheiros vieram conhecer o presidente da República”, afirmou.

(Agência Brasil)

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