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Alemanha se aproxima da recessão com o corte do gás russo

O chefe da agência reguladora de energia alertou que o país pode ficar desabastecido em pouco mais de dois meses.

O presidente do instituto de pesquisa alemão Ifo, Clemens Fuest, afirmou nesta sexta-feira (24) que a probabilidade de uma recessão na Alemanha está claramente aumentando em meio ao pessimismo gerado por cortes de fornecimento de gás natural pela Rússia. Em entrevista à TV Bloomberg, Fuest disse ver “poucos perigos” de uma recessão alemã já este ano, mas ressaltou que a maior economia da Europa poderá entrar em recessão em 2023 se a Rússia continuar reduzindo a oferta de gás.

O chefe da agência reguladora de energia da Alemanha, Klaus Muller, alertou que sem o fornecimento de gás russo e mesmo com reservatórios completamente cheios, o país pode ficar sem gás em pouco mais de dois meses. Em entrevista ao programa de televisão alemão RTL Nachtjournal, Muller disse que apesar dos esforços do governo em encher os reservatórios de gás natural, o impacto do fim do fornecimento da Rússia pode ser ainda maior.

Robert Habeck, ministro das Finanças, disse haver a preocupação de uma interrupção completa nas entregas de gás russo após 13 de julho, quando o Nord Stream 1 deve ser fechado por dez dias para manutenção. Questionado pelo programa RTL Nachtjournal se está preocupado com a possibilidade de Putin não abrir a torneira do gás novamente após a interrupção programada, Habeck disse que “estaria mentindo se dissesse que não é algo com o qual me preocupo”.

Confiança empresarial piorou

Mais cedo, pesquisa do Ifo indicou que a confiança empresarial alemã caiu mais do que o esperado em junho, mas uma recessão ainda não está à vista apesar do aumento dos preços da energia e da ameaça de escassez de gás, mostrou pesquisa nesta sexta-feira (24). O Instituto mostrou que seu índice de clima de negócios caiu para 92,3 após leitura de 93,0 em maio, quando o indicador registrou uma recuperação inesperada apesar do impacto econômico da guerra entre Rússia e Ucrânia. Pesquisa da Reuters apontava expectativa de queda a 92,9 em junho.

“Apesar do aumento da incerteza, não há sinais de recessão no momento”, disse o especialista do Ifo Klaus Wohlrabe à Reuters. “Entretanto, a ameaça de falta de gás aumentou significativamente a incerteza entre as empresas.”

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