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Alberto Safra deixa banco da família, em mais uma disputa entre herdeiros

O banco Safra informou ao mercado nesta segunda-feira (28) que Alberto Safra deixará o conselho de administração da instituição. Além dele, saem de cena Rossano Maranhão, presidente do banco, e Eduardo Sosa, vice-presidente. De acordo com o comunicado, o executivo continuará fazendo parte do grupo, e “a saída se deve exclusivamente à sua intenção pessoal de dedicar-se a outro projeto com a família”. Não é bem assim. Segundo fontes do banco, o movimento é resultado de divergências entre Alberto, que cuidava da área de clientes corporativos do banco, e seu irmão David, responsável pela área de pessoas físicas. Os embates se acirraram com o lançamento da carteira digital do banco, a SafraWallet. Apesar de o projeto ter sido desenvolvido por Alberto, David defendia que o negócio deveria ficar na área de varejo. Joseph Safra, pai de Alberto e David e maior acionista do banco, ficou ao lado do segundo, e não restou outra alternativa a Alberto a não ser deixar a instituição.

Fundado em 1955 pelo sírio Jacob Safra, o banco tem um longo histórico de desavenças familiares. Os três filhos de Jacob – Moise, Joseph e Edmond – disputaram durante muito tempo o controle da instituição. Edmond morreu em 1999, em um incêndio em Mônaco. Como Joseph e Moise tinham nove filhos, perceberam que seria impossível fazer uma sucessão tranquila. Em 2006, Joseph comprou os 50% que pertenciam a Moise, e o caminho ficou livre para o seu braço familiar.

Nem assim as disputas apaziguaram. Joseph tem 4 filhos. Além de Albert e David, que se desentenderam agora, os outros dois são Esther Safra, que não trabalha no grupo, e Jacob Safra, que cuida da área internacional da instituição.

Alberto tem planos para montar uma startup na área financeira. Não é um caso único na família. Nos anos 1990, Ezequiel Nasser, sobrinho de Joseph Safra, deixou os negócios da família para montar o banco Excel.

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