PATROCINADORES

Meirelles diz que vai decidir sobre candidatura entre março e abril

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participou nesta quarta-feira (7) de uma palestra com empresários em São Paulo. Confira os principais pontos da fala de Meirelles no evento:

 

Bolsa de Valores
“Não há dúvida que existe hoje uma correção de preços na bolsa americana. Há fundos que operam com base no algoritmo e totalmente automatizados. Isso gera movimentos mais bruscos e diferentes do que no passado”.

 

Reforma da Previdência
“Não se pode morrer na véspera, como peru. Os parlamentares estão voltando e não encontraram um ambiente tão desfavorável como em 2017. Precisamos tentar e ir em frente. Mas precisamos avaliar até o final do mês, já que faltam votos. A reforma não é uma opinião política – é uma necessidade”.

 

Privatização da Eletrobras
“Se (a reforma da Previdência) não for aprovada, vamos continuar com a agenda: privatização da Eletrobras, reforma Tributária e outras. A privatização da Eletrobras, agora, é mais importante do que vários projetos de desestatização da década de 90. Qualquer projeto destes é de ampla discussão e gera resistência de alguns setores da sociedade. Mas o quórum de aprovação no Congresso é menor do que a reforma da Previdência. Desde a telefonia, contudo, as pessoas entenderam a importância da privatização”.

 

Crescimento do PIB
“Há a possibilidade de o país crescer acima de 3% ao ano com a recuperação da capacidade ociosa. Mas, com as reformas, o país pode crescer acima disso”.

 

Candidatura à Presidência
“Vou tomar essa decisão entre final de março e começo de abril. Procuro fazer o meu trabalho bem. Quando estava num banco privado era assim. Trabalhava no Brasil e não pensava em trabalhar no exterior. Fui convidado e aceitei. Assumi completamente o cargo de presidente mundial do banco. Vim para o Brasil e fui candidato a deputado. Só pensei nisso. Fui presidente do BC. Só pensei nisso também”.

 

Convite de Lula em 2010
“Se tudo der certo e o Brasil estiver bem, terei melhores condições de avaliar se serei candidato ou ficarei no Ministério da Fazenda. Em 2010, o presidente Lula me convidou para assumir uma pré-candidatura a vice-presidente no PMDB. Mas havia uma candidatura natural (Michel Temer). Decidi não aceitar”.

 

Apoio do partido
“Primeiro, decidir se serei candidato. Depois falar com o partido, com o meu amigo Gilberto Kassab. Depois, outros partidos, como o meu amigo Romero Jucá. Tenho que olhar para isso com pragmatismo e objetividade”.

 

Apoio a outro candidato
“Existem outros partidos reformistas além do PSD. Mas é legítima a discussão se o partido deve ter candidato a presidente próprio ou apoiar outra candidatura. Acho bem legítimo que eu possa tomar uma decisão também – se eu quiser ser candidato. Já vi em outras eleições que as mudanças definitivas se dão perto do pleito. Em 2014, o prazo final era uma segunda-feira e muita coisa começou a ser definida na quinta anterior”.

 

Caso seja eleito
“Minha prioridade, se candidato e se eleito, será manter e ampliar a agenda de reformas e projetos que estão em andamento. O Banco Mundial faz um estudo que mostra a viabilidade de crescimento. Estamos lá embaixo. Precisamos avançar, dar condições de crescimento e acabar com privilégios. Aumentar a produção, renda, emprego. Esse é um compromisso importante e o Brasil está maduro para isso. O experimento do desenvolvimentismo mostrou que o caminho não dá certo. Passamos por essa experiência e ela falhou”.

 

Ligação com a J&F
“Não me preocupo ser cobrado pela minha atuação no grupo J&F. Minha tarefa era criar o banco e depois fui presidente do conselho, sem atuação executiva. Também fui chairman do Lazard, advisor da KKR, conselheiro do Lloyds e da Azul. Esse assunto já foi escrutinado”.

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 × três =

Pergunte para a

Mônica.