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Saiba o risco de sua profissão ser substituída por robôs

Saiba o risco de sua profissão ser substituída por robôs

Estudo feito pelo Laboratório de Aprendizado de Máquina em Finanças e Organizações (LAMFO), da Universidade de Brasília (UnB), mostra que 54% das 2.062 profissões formais no Brasil podem ser substituídas por robôs ou programas de computador até 2026. Isso representa cerca de 30 milhões de vagas com carteira assinada. Em entrevista a MONEY REPORT, o professor Pedro Henrique Melo Albuquerque, do departamento de Administração da universidade, explica as características que tornam essas ocupações mais suscetíveis de ser trocadas pela tecnologia. Albuquerque também fala como as empresas podem tirar proveito dessa automação e como os profissionais podem se preparar para essas transformações. Confira os principais trechos da entrevista e no final saiba qual a possibilidade de sua profissão ser substituída por robôs.

O que influencia a possibilidade de um trabalhador humano ser trocado por um robô?

No geral, atividades manuais e rotineiras são mais simples de serem automatizadas. São aquelas funções repetitivas e maçantes. Por outro lado, a propensão diminui em serviços que envolvem criatividade, raciocínio e contato humano.

O cenário apontado no estudo pode levar ao aumento do desemprego no Brasil?

Não necessariamente. Não significa que todas essas pessoas vão perder o emprego. Acredito, na verdade, que haverá uma mudança nas profissões na forma como conhecemos hoje.

Como assim?

Um contador, por exemplo, que tem como função basicamente a de preencher formulários e calcular índices econômicos pode ser trocado por um programa de computador. Já o profissional que atua para assessorar a gestão empresarial ou intermediar acordos com sindicatos dificilmente perderá a posição para uma máquina. Além disso, algumas barreiras podem retardar o avanço da automação.

Quais seriam essas barreiras?

Muita gente, sobretudo os mais velhos, ainda não se sente à vontade interagindo com robôs e prefere ser atendida por humanos. Podemos destacar também pressões políticas e relacionadas à legislação brasileira. Como exemplo, todo posto de combustível no país é obrigado a ter um frentista. Essa proteção inibe a automação.

Como você projeta o cenário do mercado de trabalho nos próximos anos?

Vejo quatro situações. Algumas profissões, como ascensorista, vão desaparecer. Outras, como a função de secretaria, serão transformadas, sendo que as atividades rotineiras ficarão com robôs e as que envolvem contato com pessoas ficarão com os humanos. Também há ocupações, como a de babá, que serão preservadas. Além disso, novas profissões vão surgir com o aprimoramento da tecnologia, como cientistas e programadores ligados à inteligência artificial e aprendizado de máquina.

Como as empresas podem se preparar para esses cenários?

As companhias precisam investir em bancos de dados e em melhorar a qualidade das informações que são levantadas. Isso vai ser essencial para a competitividade. Com esses dados, as empresas vão conseguir cada vez mais automatizar as tarefas. Isso vai impactar no aumento da eficiência dos processos, na redução de custos e também na possibilidade de certas atividades serem executadas 24 horas, 7 dias por semana. Os robôs poderão fornecer informações mais precisas para a melhorar a tomada de decisões dos executivos.

E os profissionais, como não ficar para trás diante dessas transformações?

O profissional que já está no mercado precisa avaliar se aquilo que ele faz hoje é extremamente rotineiro. Então, para não ser surpreendido, precisa investir em capacitação, em funções mais cognitivas, que exigem criatividade, improviso e contato humano.

Clique aqui e confira qual o risco de sua profissão ser automatizada.

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