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A CEO Improvável: Marilyn Monroe

A CEO Improvável: Marilyn Monroe

O que faz um símbolo sexual dos anos 1950, a mais perfeita tradução do estereótipo da loira burra, nas páginas de Money Report? Ainda por cima, uma mulher que se casou três vezes, foi amante tanto de um presidente dos Estados Unidos (John Kennedy) como de seu irmão (Robert Kennedy) e deu fim à própria vida com uma overdose de barbitúricos? Pois bem, Marilyn não está apenas em nossas páginas. Ela é a CEO Improvável de Money Report nesta semana. E são duas razões que a qualificam para receber essa homenagem.

A primeira é óbvia: nascida numa família pobre de Los Angeles, foi colocada num orfanato aos oito anos e até a adolescência morou em vários lares adotivos. Descoberta por conta de uma fotografia quando trabalhava numa fábrica, virou modelo fotográfico, aspirante a atriz e se tornou a maior estrela cinematográfica de sua era. Por conta de seu esforço e sucesso, já poderia ser um exemplo a ser seguido – embora tivesse muitos desafios em sua vida pessoal, lidando com inúmeras crises de depressão e insegurança.

A segunda e principal razão é um papel desconhecido por muitos: Monroe foi uma das maiores ativistas contra o racismo nos Estados Unidos. Sua amizade com a cantora Ella Fitzgerald é um exemplo desta convicção.

A atriz sempre foi fã da cantora e tornou-se sua amiga. Descobriu, então, que ela se apresentava apenas em locais pequenos, pois os bares da moda, maiores e mais caros, tinham má vontade com cantores negros. Monroe, então, fez uma campanha para que Fitzgerald fosse aceita num local da moda, oferecendo-se-se para se sentar na primeira fila e atrair clientes ao estabelecimento. Para turbinar a temporada de sua amiga, convidou vários amigos a fazer parte da plateia. Dois que aceitaram o convite foram Frank Sinatra e Judy Garland.

Depois dessa temporada, os grandes contratos vieram para Ella.

Mas o tratamento racista continuou. Num local no estado do Colorado, a cantora não podia entrar pela porta da frente – apenas pela dos fundos. Quando soube disso, Marilyn pegou um avião e chamou o dono da boate para uma conversa. Disse que estava ali para assistir o show e que sua presença poderia ser divulgada pela cidade. Mas isso só aconteceria se Ella entrasse pela porta da frente e que não houvesse proibição para a entrada de negros para ver o espetáculo.

O dono concordou e Ella nunca mais teve de enfrentar a entrada de serviço. Depois deste episódio, o tratamento destinado aos artistas negros melhorou consideravelmente – embora as práticas racistas só tenham sido banidas com a publicação do Civil Rights Act, promulgado por Lyndon Johnson em 1964, dois anos depois da morte da atriz.

Por sua insistência em fazer a coisa certa e batalhar por seus ideais numa época em que o racismo era encarado como algo normal na sociedade americana, Marilyn Monroe entra para a galeria de CEOs Improváveis de Money Report.

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