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Estudo traça perfil de quem trabalhou de forma remota em 2020 no Brasil

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quinta-feira (15/7) uma análise sobre o trabalho remoto no Brasil em 2020, impulsionado pela pandemia do novo coronavírus. O trabalho usou dados de maio a novembro do ano passado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), apurada pelo IBGE. Neste período, na média, a população ocupada e não afastada no país foi de 74 milhões de pessoas, sendo que 8,2 milhões, ou seja, 11% exerceram suas atividades laborais de forma remota.

O estudo mostrou o seguinte perfil médio dos trabalhadores em home office na pandemia em 2020: 56,1% eram mulheres, 65,6% eram brancos, 74,6% possuíam escolaridade de nível superior completo, 31,8% estavam na faixa de 30 a 39 anos, e 63,9% estavam empregados no setor privado.

Na análise do percentual de pessoas ocupadas em cada atividade, em média, 51% das pessoas na atividade de educação privada estavam em trabalho remoto. Esse percentual foi de 38,8% no caso do setor financeiro privado e 34,7% na atividade de comunicação privada. Os menores percentuais estavam nas atividades de agricultura (0,6%), logística (1,8%) e alimentação (1,9%).

Nas três esferas da administração pública, em média, 40,7% das pessoas empregadas no âmbito federal, 37,1% no âmbito estadual e 21,9% no âmbito municipal estavam em trabalho remoto. Mas os pesquisadores observaram um baixo contingente de profissionais de saúde e de segurança pública nesta situação.

Regionalmente, em média, a região Sudeste concentrou o maior contingente de profissionais em trabalho remoto em 2020: 4,7 milhões de pessoas, o que correspondeu a 58,2% do total de trabalhadores nessa situação. Em contrapartida, os trabalhadores da região Norte representaram apenas 3,3% do total de pessoas trabalhando em casa no país. Nas demais regiões, os percentuais de trabalho remoto foram de 7,7% na região Centro Oeste, 14,5% no Sul e 16,3% no Nordeste.

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