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As dicas de leitura e presentes de Bill Gates para o Natal

Fundador da gigante Microsoft, Bill Gates tem muito a dizer sobre tecnologia e o futuro da informação em grandes palestras. Só que desta vez tomou um rumo um pouco diferente em seu blog ao compartilhar uma pequena lista de leitura para os feriados de Natal e Ano Novo. Ele contou que quando criança gostava de ficção científica ao ponto da obsessão: “Paul Allen e eu passaríamos incontáveis ​​horas discutindo a trilogia original da Fundação, de Isaac Asimov. Li todos os livros de Edgar Rice Burroughs e Robert Heinlein”, escreveu.

Incorrigível nerd raiz, Gates escreveu que ainda que se emocionava com histórias que ultrapassam o limite do possível. “Conforme fui crescendo, comecei a ler menos não-ficção. O menino Gates descobriu outras literaturas capazes de prendê-lo em universos incríveis, densos, tristes e reais”. Agora, distanciado do cotidiano da empresa que fundou, ele está interessado em novas leituras provocativas que podem ser bons presentes para quem gosta de abordagens originais para a realidade – quase sem tradução por aqui.  

As resenhas de um nerd raiz

A Thousand Brains, A New Theory of Intelligence, de Jeff Hawkins
Poucos assuntos capturaram a imaginação dos escritores de ficção científica como a inteligência artificial (IA). Por isso, o empresário recomendou essa joia. Hawkins e sua equipe descobriram que o cérebro usa estruturas semelhantes a rotas digitais de informação para construir modelos do mundo – centenas de milhares com tudo o que conhecemos. Isso permite que o autor responda a questões importantes sobre como percebemos o universo ao nosso redor.

O Code Breaker – Jennifer Doudna, Gene Editing, and the Future of the Human Race, de Walter Isaacson
Escrito com paixão pelo entendimento dos mecanismos da natureza, mostra como a ganhadora do Prêmio Nobel de Química de 2020, Jennifer Doudna liderou o desenvolvimento da ferramenta Crispr (da sigla em inglês para repetições palindrômicas curtas agrupadas e regularmente interespaçadas) de edição de DNA. Seu emprego passa por questões éticas e morais, mas que poderá contribuir para o avanço da próxima revolução, a das ciências da vida – ainda mais em tempos de pandemia e novas vacinas. “O sistema de edição de genes é um dos avanços científicos mais legais e talvez mais importantes da última década. Estou familiarizado com ele por causa do meu trabalho na fundação”, escreveu Gates.

Klara e o Sol, de Kazuo Ishiguro
Uma história delicada de robôs. Neste romance, Klara aprende que não pode confiar em humanos, mas quando se envolve uma jovem adoentada, essa distopia dá lugar a um companheirismo nascente na solidão dos enfermos. “Será que vamos tratar esses tipos de máquinas como peças de tecnologia ou algo mais?”, questionou Gates.

Hamnet, de Maggie O’Farrell
Como a vida privada de William Shakespeare pode ter influenciado Hamlet, uma de suas peças mais trágicas. O’Farrell construiu sua história com base em dois fatos: a morte de seu filho, Hamnet, aos 11 anos, e a relação do dramaturgo com sua esposa Anne. “Imaginada como uma figura quase sobrenatural”, bem aos estilo de algumas de suas obras.

Projeto Ave Maria, de Andy Weir
Gates conta que foi apresentado ao autor por meio do livro O Marciano. Nesta obra, Weir foi além. Em uma nova situação intergaláctica, onde um acidente mata toda a tripulação da espaçonave e sua memória é afetada duramente, a personagem principal precisa decifrar um mistério científico para sobreviver e, quem sabe, até salvar a espécie humana. “É uma leitura divertida e terminei tudo em um fim de semana”, escreveu Gates.

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