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Polícia prende sócio do PCS Saleme por infecções e morte por HIV

Da redação
14 de outubro de 2024
Seis foram infectados em transplantes no Rio de Janeiro, um morreu. Agentes cumprem quatro mandados de prisão

Policiais civis do Rio de Janeiro fazem, nesta segunda-feira (14), uma operação para apurar a suspeita da emissão de laudos falsos feitos pelo laboratório PCS Saleme. A empresa é investigada pela responsabilidade no transplante de órgãos infectados por HIV em seis pessoas. Uma das vítimas morreu. A Polícia Federal entrará no caso, já o caso envolve o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que é do Sistema Único de Saúde (SUS).

Foi descoberto que o laboratório não teria sequer registro de compra dos insumos para determinar se as amostras de sangue coletadas estavam contaminadas. Alguns dos funcionários não teriam habilitação, formação e licença de trabalho.

Agentes do Departamento Geral de Polícia Especializada cumprem hoje 11 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão no Rio de Janeiro e Nova Iguaçu, onde o laboratório está sediado.

De acordo com o governo do estado, um dos sócios do laboratório, Walter Vieira, foi preso. Vieira é sobrinho do deputado federal Doutor Luizinho (PP), que é médico e foi secretário estadual de saúde do Rio (2013-2015) e do município de Nova Iguaçu (2016-2018). O laboratório tinha contrato de R$ 11 milhões assinado com a Fundação Saúde, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde, para realizar exames de análises clínicas e de anatomia patológica em todas as unidades da rede.

O contrato foi assinado em dezembro de 2023, mas foi suspenso pela secretaria após a divulgação de informações sobre a contaminação de pacientes transplantados.

Falsificação

A Delegacia do Consumidor também investiga se o laboratório falsificou laudos em outros casos. “Determinei imediatamente a instauração de inquérito, atendendo determinação do governador para que os fatos fossem investigados com maior rigor e rapidez. Conseguimos elementos para representar pelas cautelares junto à Justiça em tempo recorde, para que os culpados sejam punidos com a maior celeridade”, afirmou o secretário estadual de Polícia Civil, Felipe Curi, por meio de nota.

Em nota divulgada na última sexta-feira (11), o laboratório informou que abriu sindicância interna para apurar as responsabilidades do caso envolvendo diagnósticos de HIV em pacientes transplantados ocorridos no Estado do Rio. “Trata-se de um episódio sem precedentes na história da empresa, que atua no mercado desde 1969”, informa nota.

(com Agência Brasil)

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