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Metrô de SP encerra era dos bilhetes magnéticos após 52 anos

Da redação
2 de novembro de 2026
Passageiros têm até 31 de janeiro de 2027 para trocar os antigos cartões por QR Codes; substituição será feita em duas estações da capital

Depois de mais de cinco décadas de circulação, os tradicionais bilhetes magnéticos do Metrô de São Paulo deixaram de ser aceitos nas catracas neste domingo (1º). Utilizado desde a inauguração do sistema, em 1974, o modelo Edmonson dá lugar a alternativas digitais e eletrônicas, incluindo QR Codes e pagamentos por aproximação.

A mudança atinge as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Os passageiros que ainda possuem bilhetes antigos poderão substituí-los gratuitamente por versões com QR Code até 31 de janeiro de 2027. Segundo estimativas divulgadas pelo Metrô, cerca de um milhão de unidades ainda estão em posse dos usuários.

A aposentadoria do modelo faz parte da modernização do sistema de cobrança de tarifas e busca reduzir os custos associados à produção, distribuição e manutenção dos equipamentos de leitura magnética.


Onde e como trocar os bilhetes

A substituição começou em 1º de novembro e será realizada exclusivamente nas bilheterias de duas estações:

  • Paraíso: linhas 1-Azul e 2-Verde
  • Tatuapé: linha 3-Vermelha
  • Horário: diariamente, das 6h às 22h
  • Prazo final: 31 de janeiro de 2027

Para realizar a troca, os passageiros devem apresentar bilhetes Edmonson do tipo G-01 Unitário, dentro da validade e em boas condições de conservação. Unidades já utilizadas, rasgadas ou com a tarja magnética danificada não serão aceitas.

Quem possuir até dez bilhetes poderá fazer a substituição imediatamente. Para quantidades superiores, será necessário entregar as unidades para análise, apresentar um documento oficial de identificação e informar telefone ou e-mail. Após a validação, o passageiro receberá orientações sobre a retirada dos novos bilhetes.


Pix, QR Code e aproximação substituem o modelo antigo

Com o fim dos cartões magnéticos, o Metrô mantém diferentes alternativas de acesso às estações. Além do Bilhete Único e do cartão TOP, os passageiros podem utilizar QR Codes impressos ou digitais, adquiridos nas bilheterias, máquinas de autoatendimento, aplicativo TOP ou WhatsApp.

As máquinas de venda também passaram a aceitar Pix, enquanto as catracas permitem pagamentos por aproximação com cartões de crédito e débito das bandeiras Visa, Mastercard e Elo.

A tecnologia é compatível com celulares, relógios inteligentes e outros dispositivos equipados com carteiras digitais.


O fim de uma tecnologia histórica

Criado originalmente no século XIX pelo ferroviário britânico Thomas Edmondson, o sistema de bilhetes padronizados revolucionou o controle de passagens ao substituir registros manuscritos por cartões impressos e numerados.

No Brasil, o modelo ganhou espaço com a expansão do transporte sobre trilhos. Em São Paulo, acompanhou o início das operações comerciais do Metrô, em setembro de 1974, tornando-se um dos símbolos do cotidiano dos passageiros.

Apesar de sua importância histórica, a manutenção do sistema passou a representar desafios operacionais. A produção especializada dos cartões, a logística de distribuição e a conservação dos leitores magnéticos contribuíram para a decisão de encerrar sua utilização.

Com a transição, o Metrô pretende simplificar a operação e ampliar a variedade de meios de pagamento, encerrando um capítulo de 52 anos na história do transporte público paulistano.

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