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Leitura em baixa: apenas 16% dos brasileiros compram livros

Fechamento de livrarias, preços elevados e falta de tempo são os principais motivos

elevado custo e a escassez de livrarias são apontados pelos brasileiros como os principais obstáculos para a aquisição de livros, conforme a pesquisa “Panorama do Consumo de Livros” da Nielsen BookData, encomendada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). A pesquisa entrevistou 16 mil pessoas com 18 anos ou mais, no período de 23 a 31 de outubro, com o objetivo de analisar o perfil daqueles que compram e daqueles que não compram livros no Brasil.

Aproximadamente 28% dos entrevistados identificaram a ausência de livrarias nas proximidades como um impedimento para a compra de livros. Essa preocupação é mais significativa nas regiões Norte (32%) e Nordeste (33%). Além disso, 26% mencionaram a falta de tempo para leitura, enquanto 11% lamentaram a falta de espaço em casa para armazenar livros.

Dos brasileiros que não adquiriram livros nos últimos 12 meses, 35% expressaram insatisfação com o preço médio do livro, que é de R$45,69, conforme a última pesquisa do Sindicato Nacional dos Editores de Livros do Brasil. A percepção de que os livros são caros abrange todas as classes sociais, sendo 33% na classe A, 38% na classe B, 37% na classe C e 31% na classe D e E. 

No entanto, quando questionados diretamente sobre a razão para não terem comprado livros no último ano, apenas 10,7% mencionaram o alto preço como motivo. As principais justificativas incluem a falta de tempo (23,8%), acesso a livros digitais gratuitos (13,4%), obtenção de PDFs gratuitos (12,8%), o empréstimo de livros com amigos e familiares (11,2%) e ter recebido livros de presente (11,1%).

Ao todo 25 milhões de brasileiros (16% da população) compraram pelo menos uma obra em 2022; 69% deles adquiriram até 5 livros; 54% compraram livros físicos e 74% planejam fazer novas aquisições daqui a três meses, de acordo com o levantamento. Mulheres constituem a maioria dos leitores de livros, representando 57% do total, enquanto aqueles pertencentes à classe C compõem 43% desse público. 

Entretanto, proporcionalmente, a presença mais marcante de leitores se encontra no ápice da pirâmide social: nos últimos 12 meses, 34% dos brasileiros da classe A adquiriram livros, seguidos por 25% da classe B, 13% da classe C e apenas 5% das classes D e E.

Varejo online

O estudo também explorou os padrões de comportamento dos consumidores de livros físicos. Dentre eles, 55% manifestaram preferência por adquirir seus livros através de plataformas online, enquanto 40% optam por realizar suas compras em lojas físicas. 

Quanto ao varejo online, 43,5% dizem que os preços e as promoções são melhores, 35% falam em praticidade, 29,2% mencionaram a facilidade para encontrar títulos diferentes e 8,8% disseram que “lojas favoritas” não entregam na região onde moram. A Amazon é a escolha da maioria dos consumidores, com uma participação de 66,38%. Outras opções mencionadas incluem o Mercado Livre (6,85%), a Shopee (4,4%) e a Saraiva (4,37%), que encerrou suas atividades em setembro. 

As Lojas Americanas, atualmente em recuperação judicial, foram mencionadas por 3,1% dos entrevistados. Quando se trata de compras online, os fatores determinantes incluem preço (60%), frete grátis (45%) e entrega rápida (38%).

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