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Autotestes enganosos; infectado há mais de um ano; máscaras nas empresas

Autotestes de covid confundem números

Em junho de 2022, os casos de covid-19 voltaram a aumentar no Distrito Federal, sinalizando a chegada de uma quarta onda da doença. Na primiera sexta-feira (8) d julho, a capital computou 4.838 pessoas infectadas com o coronavírus, aproximando-se de seu recorde de notificações em um único dia. Apesar da estatística oficial já estar em um patamar elevado, especialistas apontam que ainda não corresponde à realidade. O principal motivo apontado é a subnotificação devido aos autotestes de covid-19 vendidos nas farmácias. Esses produtos foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 17 de fevereiro. “Temos dois elementos que favorecem a subnotificação. O primeiro é o autoteste e o segundo é que essa sublinhagem de coranavírus é mais branda, então muita gente não faz o teste”, explicou o pesquisador do Centro Universitário Iesb e pós-doutor pela Universidade de Brasília (UnB) em ciência do comportamento, Breno Adaid.

Paciente testa positivo há mais de um ano

Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, relataram um caso curioso de um paciente que testa positivo para a covid-19, de forma ininterrupta, há mais de um ano. O homem de 60 anos está infectado com o coronavírus há quase 1 ano e 4 meses. Segundo a prévia do artigo, que ainda não foi publicado, mutações estão ocorrendo dentro do corpo do paciente em velocidade duas vezes superior ao que é observado nas demais pessoas.  Os cientistas explicaram que o processo no organismo do homem fez com que nele surgissem 3 variantes diferentes do Sars-CoV-2. Ainda assim, mesmo com uma alta carga viral e com os vírus infecciosos, ele não sente nenhum sintoma da doença.

O que MONEY REPORT publicou

80,5% dos brasileiros receberam duas doses

O Brasil chegou a 457.240.603 doses de vacinas aplicadas na quinta-feira (7). De acordo com dados do Ministério da Saúde, das secretarias estaduais de saúde e do site Coronavírus Brasil, 179.486.522 brasileiros já receberam ao menos uma dose da vacina, enquanto 169.265.835 já estavam completamente imunizadas, totalizando 80,5% da população. Para que estes números fossem alcançados, já foram distribuídas mais de 476 milhões de doses aos estados, segundo o Ministério da Saúde. Para os infectologistas, a partir de 80% sria possívl controlar de vez a pandemia e comçar a planjar a aplicação d doses para as variantes e subvariants, o que deve comçar a ocorrer globalmnte a partir do final deste ano.

Metade dos infectados desenvolveu covid longa

Um estudo inédito da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com pessoas que tiveram covid constatou que metade delas tiveram sintomas que podem durar mais de um ano. A pesquisa foi realizada aqui em Minas Gerais e acompanhou por 14 meses 646 pacientes entre 18 e 91 anos que tiveram a doença e verificou que 324, cerca de 50%, apresentaram sintomas após o fim da fase aguda. No levantamento, foram contabilizados 23 indícios. Fadiga, que é o cansaço anormal no cotidiano e dificuldade em realizar atividades rotineiras, foi a principal queixa, relatada por 115 pessoas. A sguir as mais mencionadas foram tosse persistente, dificuldade na respiração, perda do olfato ou paladar e dores de cabeça frequentes. Além disso, também foram registrados casos de insônia, ansiedade e tontura. Outro dado relevante são as sequelas mais graves, como a trombose, desenvolvida por 20 pacientes. Mais informações estão no site da Fiocruz.

Empresas podem voltar a exigir máscaras

Com o aumento de casos de covid-19 nas últimas semanas, o governo de São Paulo voltou a recomendar o uso de máscaras em locais fechados. Esse novo cenário acendeu uma luz de alerta no ambiente corporativo e algumas empresas voltaram a obrigar o uso de máscaras. Além disso, surgem dúvidas sobre o home office e as medidas de isolamento. Se a empresa determinou o trabalho presencial e solicita o teste, pode ser responsável pelo custeio. Para Cristian Baldani, sócio da área trabalhista do Veirano Advogados, a primeira informação importante é considerar que, apesar da flexibilização de medidas sanitários em estados e municípios, as empresas têm poder para decidir como agir no ambiente interno. “Os empregadores continuam responsáveis pela garantia de um ambiente de trabalho seguro. Se a empresa flexibilizou as medidas, pode atualizar suas políticas internas e voltar a obrigar o uso de máscaras e o distanciamento mínimo, por exemplo. Sempre aliada ao seu setor de medicina e segurança no trabalho, quando houver”.

Painel Coronavírus

Vacinados

Primeira dose: 15,529 milhões no Brasil (7,28% da população)

Segunda dose: 169,39 milhões no Brasil (79,41% da população, de acordo com os 213,3 milhões de habitantes estimados plo IBGE)

Doses de reforço: 109,2 milhões no Brasil (51,19% da população – dado atualizado de 10/07)


Casos
• 
32.896.464 – acumulado
• 58.006 – média móvel dos últimos 7 dias encerrados em 10/07 (alta de 1,41%)
• 31.181.4006 – recuperados
• 1.041.788 – em acompanhamento, na comparação com 01/07 (alta de 0,36%)
• 15.654 – casos acumulados por grupos de 100 mil

Mortes
• 673.610 – óbitos confirmados (acumulado)
• 243 – média móvel dos últimos 7 dias encerrados em 10/07 (alta de 13,02%)
• 2,0% – taxa de letalidade
• 320,5 – óbitos por grupos de 100 mil

– Dados atualizados em 10/07

Fontes: Ministério da Saúde, secretaria estaduais e municipais de saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), consórcio de veículos de imprensa, Organização Mundial de Saúde (OMS) e Universidade Johns Hopkins

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