Document
PATROCINADORES

“The Handmaid’s Tale”: como é a vida em um país que transforma religião em lei

A série “The Handmaid’s Tale” (O Conto da Aia), baseado em um livro de Margaret Atwood, é uma boa metáfora sobre o que deve acontecer no Afeganistão sob o jugo do Talibã – especialmente no que diz respeito às mulheres. O enredo é instigante: em uma realidade paralela, o poder nos Estados Unidos é tomado por terroristas fundamentalistas cristãos (Filhos de Jacob) que cancelam a Constituição e suprimem todos os direitos femininos. As mulheres são proibidas de ler e as leis passam a ser baseadas em preceitos religiosos.

Ao mesmo tempo, há uma espécie de epidemia que torna estéril a maioria do sexo feminino. As mulheres férteis, assim, são entregues a determinadas casas com o propósito de ser fecundadas e gerar filhos a essas famílias.

O novo regime é batizado de República de Gileade, uma referência ao capítulo Gênesis, da Bíblia, e oferece aos cidadãos uma vida infestada de crueldade, misoginia e fanatismo religioso. Mulheres são tratadas como objetos sem vontade própria. A personagem principal, vivida por Elizabeth Moss (foto), é encaminhava como aia (daí o título) à casa de um chefão do governo, chamado Fred. Por isso, o nome dela passa a ser Offred (“of Fred”, ou “de Fred”) e seu propósito é gerar um filho para o patrão (sim, pelos métodos tradicionais – embora o ato em si seja mais parecido com um estupro oficial e sempre é acompanhado pela esposa do chefe).

O roteiro, muito bem costurado, vai mostrando a história de Offred desde os tempos em que se chamava June Osborne e exercia a profissão de editora de livros. Aos poucos, ficamos sabendo através destes flashbacks como o poder foi tomado pelos fanáticos religiosos e o grau de violência utilizado para doutrinar as reprodutoras que virarão aias. Infelizmente, parece ser algo muito parecido com o cotidiano que deverá ser instalado no Afeganistão. Trata-se de uma situação que não deve ser encarada com resignação e estoicismo. É preciso que haja pressão de todas as nações ocidentais para não permitir violências contra a mulher – nem no Afeganistão ou em outras nações islâmicas radicais.

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pergunte para a

Mônica.