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Os CEOs precisam se preocupar mais com a Síndrome de Burnout

O site da revista EXAME publicou, dias atrás, uma reportagem sobre a Síndrome de Burnout que precisa ser lida por todos os CEOs. A partir de 1º de janeiro de 2022, a Organização Mundial da Saúde tem uma nova definição para este fenômeno. Até agora, a organização considerava o Burnout um problema de saúde mental. A nova definição da OMS, em vigor a partir do ano que vem, é: “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”. Este novo conceito pode trazer riscos para as empresas, que precisam se preparar para eventuais demandas jurídicas.

A OMS parece transferir a responsabilidade do estresse agudo para as pessoas jurídicas, dando aos executivos a condição de vítimas em um ambiente hostil e predatório. Muitas empresas, realmente, funcionam como uma panela de pressão, trabalhando com metas difíceis ou promovendo o assédio moral como regra básica de convivência entre chefes e subordinados.

Mas este tipo de abordagem funciona com os mais jovens? Não. Estamos diante de uma geração que simplesmente abandona um posto quando não se sente confortável em um determinado ambiente. Esta é uma juventude que praticamente entrevista os recrutadores – e não o contrário. Portanto, ao menor sinal de insatisfação, esses jovens se mandam. Teoricamente, essa seria uma geração imune ao Burnout.

Com isso, essa síndrome afetaria mais a faixa etária acima dos 30 anos de idade. São profissionais que ainda carregam hábitos das gerações anteriores e, em tese, estariam mais suscetíveis a desmoronar sob pressão.

O problema, porém, não é exatamente a pressão em si – e sim a reação das pessoas diante de uma cobrança desenfreada ou de uma chefia abusiva.

Há indivíduos que resistem fortemente a qualquer tipo de assédio (virou moda chamá-los de resilientes). Outros, no entanto, podem desabar diante de algo considerado pífio por seus colegas.

O fato é que a OMS encara o Burnout como algo relacionado diretamente ao trabalho propriamente dito, sem se preocupar necessariamente com as particularidades psicológicas dos funcionários.

Em várias ocasiões, o problema é de relacionamento com a chefia. Chefes com falta de empatia ou agressivos existem aos montes por aí – embora sejam uma raça em declínio. Conviver com pessoas dessa estirpe é um desafio e tanto. As grandes empresas têm departamentos de recursos humanos extremamente preocupados com esse tipo de coisa, o que pode reduzir o estresse extremo de seus colaboradores.

Mas, ao mesmo tempo, como conduzir uma equipe que precisa de demonstrar resultados sem nenhum tipo de pressão? Uma empresa vive de lucros. Como garantir a sobrevivência de um empreendimento sem pressionar o departamento comercial? Ou perseguir otimização de processos e redução de custos?

Exerço cargos de chefia desde os 25 anos. E aprendi rapidamente uma coisa. Há pessoas que não funcionam bem com esculachos e precisam ser estimuladas de outra forma, geralmente com algum tipo de deferência. Outras, porém, precisam ser desafiadas. O que não se pode fazer é dar desafio para quem precisa de carinho – ou vice-versa.

Chefiar um time é entender as necessidades do grupo, da empresa e dos indivíduos. Outro dia, ouvi de uma executiva da área comercial de empresa estrangeira que ela perguntava a cada um de seus colaboradores qual o seu KPI (Key Performance Indicator – ou indicador chave de desempenho) de felicidade. Seus subordinados ficavam um tanto desconcertados com a pergunta, mas diziam o que sentiam. Isso ajudava em muito a manter a moral alta da equipe, evitando possíveis situações de estresse.

O Burnout também pode surgir quando o indivíduo não gosta do que está fazendo, mas precisa de sua renda. Ou até gosta daquilo que faz, mas não do jeito que é obrigado a fazer. Neste caso, há apenas duas opções: se abrir com a chefia e esperar por mudanças ou procurar alternativas no mercado.

A infelicidade profissional é um fator enorme de estresse, além de produzir outras reações nefastas no organismo das pessoas. Portanto, não deixe que isso tome conta de você. A conta a pagar pode ser alta demais.

E os empreendedores? Correm o risco de Burnout? Sim, correm. Especialmente se não tiverem adoração por aquilo que fazem. Caso estejam empreendendo por falta de opção melhor, todo o lado ruim de ser o próprio patrão (obrigações financeiras, chateações administrativas, pagamento de impostos escorchantes) se sobressai e o estresse pode tomar conta.

Embora os empregadores tenham, como diz a OMS, uma parte importante no processo de evitar o Burnout em suas estruturas, cada um dos colaboradores pode fazer a sua parte – e se questionar, de tempos em tempos, se está feliz com seu trabalho. Somente assim é que podemos planejar nosso crescimento profissional e evitar armadilhas amargas como o estresse máximo.

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