Ontem, terminou a nossa saga em Nova York, quando realizamos sete eventos durante a Brazilian Week 2026, todos com público expressivo e qualificado. Não é fácil realizar essa quantidade de reuniões em uma cidade como a Big Apple: dois almoços, um jantar, duas conferências, um coquetel e uma sessão de lazer. É por essa razão que os concorrentes preferem fazer um ou, no máximo, dois eventos durante a semana. De quebra, MONEY REPORT é o único grupo a trazer uma delegação de peso à Brazilian Week: este ano, foram exatas oitenta e sete pessoas.
A cidade continua exalando riqueza e opulência, mas há problemas aqui e ali. Enquanto em Midtown está tudo limpo e organizado, outras regiões, como a da Times Square, estão sujas e com um número razoável de pessoas em situação de rua. Há também manifestações de violência: uma empresária, por exemplo, sofreu uma tentativa de assalto no corredor de uma drugstore. O punguista, porém, foi detido pelos seguranças da loja.
Um dos símbolos máximos do luxo nova-iorquino, a sede da Tiffany, foi sede de um coquetel pelo segundo ano consecutivo. Por obra do CEO da LVMH no Brasil, Davide Marcovitch, fomos recebidos por Anthony Ledru, CEO mundial da Tiffany, para homenagearmos o chairman da JHSF, Zeco Auriemo, escolhido como Person of the Year 2026 pela Brazilian-American Chamber of Commerce.
O evento ocorreu no décimo andar do prédio, que somente é acessado por elevador exclusivo e conhecido como “The Private Club”. Foi neste andar, frequentado por poucos, que tivemos nosso coquetel, com vista para o Central Park, para o Plaza Hotel e para o enorme baú que reveste o prédio da Louis Vuitton, localizado no outro lado da 57th Street.
A evolução da Tiffany, desde sua sede original na chamada Lower Manhattan até à Quinta Avenida, acompanha a própria transformação de Nova York. No século 19, quando a joalheria se instalou em seu primeiro endereço, no número 271 da Broadway, a região era o centro do luxo nova-iorquino. Com o deslocamento da elite para o norte, a Tiffany acompanhou esse movimento até inaugurar, em 1940, sua sede definitiva Quinta Avenida. O prédio, projetado por Eliot Cross, manteve uma tradição das sedes antigas: um relógio segurado pela figura do deus grego Atlas, que hoje domina a fachada da joalheria e se tornou parte da iconografia da cidade.
Em 2019, porém, a Tiffany decidiu se reinventar novamente. A marca havia sido adquirida pela LVMH, o maior conglomerado de luxo do mundo, e o prédio de 1940 já não correspondia à ambição global do grupo. A escolha de Peter Marino para comandar a renovação foi estratégica: ele é o arquiteto preferido do grupo, responsável por flagships da Dior, Louis Vuitton, Fendi e Bulgari. Marino tem um expertise único: sabe como transformar uma loja em um ambiente cultural, no qual arquitetura, arte e experiência se fundem.
A reforma durou quatro anos, reconfigurou a estrutura do edifício e criou três andares adicionais de vidro no topo. O local deixou de ser apenas uma loja e ganhou um novo nome: The Landmark.
Entre todos os andares, nenhum é mais exclusivo do que o décimo, que não é aberto ao público e funciona como um espaço reservado para clientes de altíssimo patrimônio, celebridades, colecionadores e convidados especiais. Ali acontecem reuniões privadas, apresentações de peças únicas, negociações confidenciais e eventos discretos – como o realizado por MONEY REPORT. Dentro da Tiffany, esse andar é conhecido como The Private Club, um ambiente que combina sala de estar, galeria de arte e salão de joias raras, com vista panorâmica para Manhattan.
Encerramos nossa jornada em Nova York com a sensação clara de que MONEY REPORT alcançou algo raro: realizar sete eventos de alto nível em uma das cidades mais exigentes do mundo, reunir uma delegação de oitenta e sete pessoas, ocupar espaços simbólicos como o décimo andar da Tiffany e celebrar lideranças brasileiras em um dos endereços mais emblemáticos da Quinta Avenida.
Em um cenário assim, no qual tradição, exclusividade e complexidade se cruzam, fica evidente que somente uma iniciativa com a coerência, a articulação e a credibilidade de MONEY REPORT poderia realizar um encontro tão singular em dos mais emblemáticos cartões‑postais da Big Apple.