O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não deve endossar a tentativa do governo de criar um imposto sobre transações eletrônicas para desonerar a folha de pagamento das empresas. Em evento nesta quinta-feira (30), Maia chamou a proposta de “jeitinho”, anunciou a intenção de votar contra se ela for apreciada na Casa e emendou que a desoneração deveria ser tratada em conjunto com a redução dos gastos públicos. “O Brasil vai ter muitas oportunidades se conseguir reorganizar o Estado. Se a gente achar que vamos dar mais ‘jeitinho’, criando mais um imposto, nós vamos estar taxando mais a sociedade e vamos ter de discutir a despesa pública”, disse. “O presidente vai mandar a proposta? Então encaminha a proposta. Estou dando a minha opinião. Não vai passar. Eu sou um voto. Em PEC eu voto. Vou votar contra. Eu jogo muito transparente na política. Não jogo pelas costas. Quando eu negocio eu falo ‘eu sou contra isso e meu voto vai ser assim’. Aqueles pouco que eu influencio eu vou tentar influenciar também para votar contra”, acrescentou. No início da semana, o assessor especial do Ministério da Economia, Guilherme Afif Domingos, informou que a sugestão de criar o “microimposto digital” deve ser apresentada nas próximas semanas, dentro das discussões da reforma tributária. A alíquota em estudo seria de 0,2%, com um potencial de arrecadação de R$ 120 bilhões ao ano.
