Um levantamento realizado pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offer Wise Pesquisas, mostra que mais da metade dos consumidores (56%) acredita que o sistema tributário atual não é adequado para fazer negócios no Brasil. O estudo aponta que apenas 17% avaliam que o modelo de tributação em vigor é adequado, e 27% não souberam responder. A reforma, que seria analisada em 2020 pelo Legislativo, acabou sendo colocada em segundo plano por conta da pandemia do novo coronavírus. A expectativa é que a pauta seja retomada pelos novos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
Para o presidente da CNDL, José César da Costa, é justamente o cenário de crise deixado pela crise sanitária que torna a modernização e simplificação do sistema tributário brasileiro ainda mais importante para o país. “Votar a reforma passou a ser uma necessidade ainda maior diante da crise econômica. Tornar o sistema tributário brasileiro mais simples e eficiente é um passo fundamental para o Brasil voltar a crescer”, diz. “A alta taxa de impostos sacrifica o empresário e dificulta a sobrevivência dos negócios”, acrescenta.
Pouca informação
A sondagem também registra que apenas um terço dos entrevistados (33%) afirma estar mais ou menos informado a respeito da reforma tributária em discussão no Congresso. Outros 33% estão pouco ou nada informados, e 26% se dizem informados ou muito informados. O dirigente indica que chegou a hora de envolver a sociedade nas discussões e tornar as propostas mais conhecidas. “O importante agora é mobilizar a população para o debate em torno desse tema que diz respeito a todos nós, empresários, cidadãos e instituições.”
Ele também alerta para a questão da complexidade do sistema tributário brasileiro para o setor produtivo. “Para dar conta de atender as exigências do fisco, as empresas são obrigadas a investir em sistemas de controle para evitar erros e garantir o pagamento correto dos tributos. O mínimo que se espera dessa reforma é, além da diminuição da carga tributária, a simplificação de um sistema que onera as empresas e impede a geração de mais empregos”, completa.
