PATROCINADORES

David Vélez fortalece Nubank na regulação e como potência tecnológica

Da redação
25 de julho de 2026

David Vélez, fundador e CEO global do Nubank, é o protagonista de A Tacada da Semana de MONEY REPORT. Isso ao avançar em duas frentes estratégicas que reforçam tanto a estrutura regulatória da fintech no Brasil quanto sua aproximação com o centro global de tecnologia e inteligência artificial.

No campo regulatório, o Nubank anunciou a aquisição de 100% do Banco Porto Real, em operação ainda sujeita à aprovação do Banco Central. O movimento tem caráter essencialmente de proteção da marca e adequação à Resolução Conjunta nº 17, que restringe o uso dos termos “banco” e “bank” a instituições autorizadas.

A compra não representa expansão relevante do balanço, já que o Porto Real possuía em março R$ 32,1 milhões em ativos e patrimônio líquido de R$ 31,4 milhões. A decisão também levou ao encerramento das negociações para aquisição da unidade brasileira da Caixa Geral de Depósitos. Apesar da expansão acelerada no México e na Colômbia, Vélez reafirmou que o Brasil continua sendo o principal mercado da companhia.

Na frente tecnológica, Vélez foi nomeado para os conselhos da OpenAI Foundation e da OpenAI Group PBC. A mudança do executivo para Palo Alto, na Califórnia, reforça sua proximidade com o ecossistema global de inovação. Embora não haja parceria comercial anunciada entre Nubank e OpenAI, o cargo amplia o acesso de Vélez a discussões sobre governança, infraestrutura e novas aplicações de inteligência artificial.

Para o BTG Pactual, essa exposição é relevante diante da tentativa do Nubank de incorporar a IA de forma mais profunda em produtos, atendimento, personalização da experiência dos clientes e processos internos. A fintech, definida como “credit-first”, busca também assumir um posicionamento “AI-first”.

Do ponto de vista financeiro, o BTG manteve recomendação de compra das ações do Nubank, com preço-alvo de US$ 21 em 12 meses. Na data do relatório, os papéis estavam cotados a US$ 14,39, o que representava potencial de valorização de 45,9%. As projeções indicam receita de US$ 16,8 bilhões e lucro líquido de US$ 4 bilhões em 2026, chegando a US$ 25,4 bilhões de faturamento e US$ 7 bilhões de lucro em 2028.

Ao mesmo tempo em que garante solidez regulatória no Brasil com a aquisição do Banco Porto Real, David Vélez amplia sua influência no cenário global de inteligência artificial ao integrar os conselhos da OpenAI. Essa combinação de prudência regulatória e ousadia tecnológica consolida o Nubank como um player cada vez mais robusto e inovador.

Gostou do conteúdo? Inscreva-se e receba a newsletter de MONEY REPORT

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve