A Doxa, startup brasileira especializada em produção e distribuição de vídeos para redes sociais com uso de inteligência artificial, está acelerando sua expansão internacional após abrir uma operação em Miami. Em entrevista a MONEY REPORT, os fundadores e sócios Diogo Guilhon e Rafael Fernandes afirmaram que a empresa já atende mais de 1.500 clientes, produz cerca de 900 vídeos por dia e aposta em um modelo baseado na combinação de análise de tendências, clonagem de voz e imagem e automação da produção de conteúdo.
Segundo os executivos, a proposta da empresa vai além da criação de vídeos. A Doxa se apresenta como uma plataforma de distribuição digital capaz de identificar padrões de viralização nas redes sociais e aplicá-los aos conteúdos de seus clientes. A tecnologia utiliza uma foto e uma gravação de áudio para criar um avatar digital que passa a representar o profissional ou a empresa na produção dos vídeos.
A startup atende desde profissionais liberais, como médicos e advogados, até grandes companhias. Para os fundadores, o crescimento da demanda está ligado à necessidade cada vez maior de presença digital. “Todo mundo precisa de distribuição”, resumiu Guilhon durante a entrevista.
Um dos diferenciais comerciais da empresa é a garantia de desempenho. A Doxa afirma oferecer uma meta de visualizações orgânicas para os conteúdos produzidos e, caso os resultados não sejam alcançados dentro dos parâmetros estabelecidos, prevê a devolução do valor investido.
A expansão para os Estados Unidos foi motivada pelo potencial do mercado americano e pela experiência internacional já acumulada pela companhia. De acordo com os fundadores, a empresa registra receita em dólar há anos e já possui clientes fora do Brasil, o que reduziu os riscos da abertura da operação em Miami. A cidade servirá como base para relacionamento com clientes, parceiros, agências e investidores.
Durante a conversa com MONEY REPORT, os empreendedores também compartilharam sua visão sobre a construção de negócios. Rafael destacou a importância do ambiente empreendedor do Insper em sua formação e afirmou que execução e capacidade de assumir riscos são fatores decisivos para quem pretende transformar uma ideia em empresa. Guilhon, por sua vez, defendeu uma visão mais pragmática do universo das startups, ressaltando a importância de validação, faturamento e crescimento sustentável.
Para os próximos anos, a meta da Doxa é ampliar sua presença global e fortalecer seu posicionamento como uma plataforma de distribuição baseada em inteligência artificial. Na avaliação dos fundadores, o avanço da tecnologia deve tornar a produção de conteúdo cada vez mais escalável, enquanto a capacidade de distribuir informação continuará sendo um dos ativos mais valiosos para empresas e profissionais.
