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Nubank compra banco de R$ 32 milhões para preservar o “bank” da marca

Da redação
20 de julho de 2026
Aquisição do Banco Porto Real tem caráter regulatório, depende do aval do Banco Central e não altera serviços para os 115 milhões de clientes

O Nubank assinou um acordo para comprar 100% do Banco Porto Real de Investimentos, pequena instituição financeira controlada pela família Tarquínio Monteiro da Costa. A operação permitirá que o grupo incorpore uma licença bancária ao conglomerado da Nu Pagamentos e mantenha o uso do termo “bank” em sua marca.

A aquisição atende à Resolução Conjunta nº 17, editada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional. A regra impede instituições de utilizarem nomes que sugiram uma modalidade de atuação para a qual não tenham autorização, mas permite uma exceção quando uma instituição devidamente licenciada integra o mesmo conglomerado prudencial.

O porte do Banco Porto Real reforça o caráter regulatório da transação. Dados do Banco Central mostram que a instituição possuía R$ 32,1 milhões em ativos e patrimônio líquido de R$ 31,4 milhões em março. No primeiro trimestre, registrou lucro de R$ 352 mil e não tinha captações.

Fundado em 1992 como banco comercial, o Porto Real passou a operar como banco de investimento em 2001. A instituição pertence a Luiz Eduardo e Elizabeth Tarquínio Monteiro da Costa.

Pouco antes do acordo, em 10 de junho, os acionistas elevaram o capital do banco de R$ 26,8 milhões para R$ 29 milhões, por meio da incorporação de reservas de lucros, sem entrada de novos recursos ou emissão de ações.

Com a conclusão da compra, a licença bancária do Porto Real será incorporada às autorizações que o Nubank já possui como instituição de pagamento, financeira e corretora de títulos e valores mobiliários.

O valor da operação não foi divulgado. O negócio ainda depende da aprovação do Banco Central.

Segundo o Nubank, a aquisição não exigirá capital ou liquidez adicionais e não provocará mudanças no aplicativo, nos produtos, nos serviços, na marca ou no atendimento aos mais de 115 milhões de clientes no Brasil.

A escolha do Porto Real também lança dúvidas sobre a continuidade do interesse do Nubank no Banco Caixa Geral Brasil. A fintech havia apresentado uma proposta vinculante pela subsidiária brasileira do banco estatal português, em uma operação estimada em cerca de R$ 250 milhões.

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