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A ofensiva de R$ 5,5 bi da BYD para dobrar produção no Brasil

Da redação
7 de fevereiro de 2026
Montadora atinge 5ª posição em vendas no país e anuncia investimento em Camaçari (BA) para atingir 300 mil veículos/ano

A chinesa BYD firmou posição no mercado automotivo brasileiro ao alcançar a 5ª colocação em emplacamentos de veículos leves em janeiro de 2026, com 9.802 unidades vendidas e 6% de participação. O resultado a fez superar a Toyota pela primeira vez. A ascensão é ancorada na fábrica de Camaçari (BA), que produziu 25 mil carros elétricos desde outubro de 2025 e receberá R$ 5,5 bilhões para expandir sua capacidade de 150 mil para 300 mil veículos anuais. Com investimentos complementares, a capacidade poderá bater 600 mil unidades anuais. Com nacionalização acelerada e cadeia local, o Brasil emerge como o maior mercado da companhia fora da China.

Vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy reforça a meta de liderança até 2030, passando ao top 3 em 2028 por meio de produção localizada e exportações ao Mercosul a partir de 2026. A planta avança com estamparia, soldagem e pintura próximas da conclusão. O objetivo é atingir 50% de conteúdo nacional até janeiro de 2027, reduzindo a dependência de importações, principalmente em itens para as baterias, um ponto sensível. Esse investimento gerará 20 mil empregos diretos e indiretos, transformando Camaçari em hub regional automotivo. A escalada da companhia foi escolhida como A Tacada da Semana de MR.

“O Brasil é o maior mercado da BYD fora da China e temos avançado em uma velocidade importante, que precisamos manter para alcançar nossas metas”, afirmou o executivo.

A implantação da fábrica de Camaçari chegou a ser alvo de investigação trabalhista em 2025 devido a problemas nas obras. O caso foi encerrado após acordo que envolveu pagamento de R$ 40 milhões em indenizações por parte das empreiteiras responsáveis.

Com produção ampliada e exportadora, a BYD pavimenta domínio no Brasil e América Latina, desafiando as montadoras tradicionais via investimentos bilionários e visão de longo prazo. Esse movimento consolida a chinesa como força disruptiva que pode redefinir o setor automotivo nacional.

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