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Aras diz ao STF que Maia não tem de analisar pedido de impeachment de Bolsonaro

Da redação
26 de agosto de 2020

Em manifestação por escrito, enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (25), o procurador-geral da República, Augusto Aras, se posicionou contrário a ação que tramita na Corte para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), analise imediatamente um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. O mandado de segurança foi apresentado ao STF em abril, pelos advogados José Rossini Campos Corrêa, ex-conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e Thiago Santos Aguiar de Pádua, ex-assessor da ministra do STF Rosa Weber.

O pedido de impeachment a que se refere a ação foi feito em março, e tem como fundamento a forma como o presidente conduziu a crise provocada pelo coronavírus. No mandado de segurança de segurança, os advogados apontavam que Maia não tomou qualquer atitude em relação à demanda. De acordo com a Secretaria-Geral da Mesa, há 53 pedidos contra Bolsonaro protocolados na Câmara.

“Quanto ao pedido para que seja determinada ao Presidente da Câmara dos Deputados a obrigação de apreciar imediatamente o pedido de abertura de processo pela prática de crime de responsabilidade, a ordem há de ser denegada”, escreveu Aras na ao manifestação STF. O procurador-geral destaca o caráter político do pedido, e considera a intervenção do Judiciário indevida. Aras também destacou que não há prazos estabelecidos no regimento interno da Câmara para que seja feito o exame do pedido.

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