Após denúncia da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex) abriu investigação para verificar se a China incorreu na prática de dumping na exportação de laminados de alumínio para o Brasil. Os chineses estariam enviando para o país o metal com preço inferior ao cobrado em seu mercado interno. Se for comprovada a prática, os produtos chineses podem ser sobretaxados para entrar no Brasil. A investigação pode durar de 10 a 18 meses.
O presidente da Abal, Milton Rego afirmou ao Estadão que há indicação de aplicação de sobretaxa de 50% nos laminados chineses – decisão que cabe à Secex. A China é o maior produtor de alumínio do mundo. De acordo com Rego, dos dez principais mercados produtores do metal, apenas o Brasil não adotou medidas protetivas, o que já foi feito por Estados Unidos, União Europeia, Turquia, México e Índia. Em 2019, os laminados de alumínio chineses responderam por 56,6% do total do produto importado pelo Brasil.
