A inteligência artificial vem ganhando espaço como ferramenta de apoio à segurança pública no Brasil. Desenvolvida pela brasileira Pax, uma plataforma de IA já contribuiu para o esclarecimento de mais de 7 mil casos policiais em Goiás, Paraná, São Paulo e Ceará em cerca de 18 meses. Segundo a empresa, a tecnologia também ajudou em 4,7 mil prisões e na recuperação de 2,1 mil veículos.
A solução foi criada para acelerar investigações por meio do cruzamento de grandes volumes de dados. Em vez de analisar separadamente imagens, boletins de ocorrência, registros de veículos e outras bases de informação, os policiais podem realizar buscas em linguagem natural e receber conexões e pistas geradas pela IA para subsidiar as apurações.
“O policial sempre teve a experiência e o conhecimento necessários para investigar. O que faltava eram ferramentas capazes de analisar, em segundos, um volume de informações que levaria dias para ser processado. A inteligência artificial amplia essa capacidade, conecta pistas que antes estavam dispersas e permite que os policiais atuem com muito mais rapidez. Nosso objetivo é colocar a tecnologia mais avançada do mundo a serviço de quem está na linha de frente do combate ao crime”, afirma David Peixoto, CEO e cofundador da Pax.
A plataforma é capaz de localizar veículos mesmo sem a identificação da placa, reconstruir trajetos, reconhecer padrões de deslocamento e relacionar informações que, isoladamente, poderiam passar despercebidas. A empresa afirma que a versão mais recente incorpora modelos de visão e linguagem, permitindo análises mais avançadas de imagens, textos, pessoas, veículos e locais.
Entre os casos citados pela companhia está uma investigação em Goiânia que resultou na prisão de três suspeitos de roubo a uma joalheria no mesmo dia do crime. Em outra ocorrência, o sistema auxiliou na recuperação de 28 dos 32 celulares furtados durante um show, após rastrear o deslocamento dos suspeitos até o interior da Bahia.
Fundada em 2024, a Pax reúne profissionais com passagens por empresas como Palantir, Meta, Nubank e Brex, além de especialistas formados em instituições como ITA, Harvard, Stanford e MIT. A empresa aposta na combinação de experiência internacional e conhecimento das forças de segurança brasileiras para expandir o uso da inteligência artificial no combate à criminalidade.
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