A Rede D’Or reforçou sua estrutura de governança ao formalizar uma atualização dos acordos de acionistas da família Moll, controladora da companhia. Com duração de 20 anos e abrangendo cerca de 50,3% do capital da empresa, os novos acordos consolidam regras de sucessão e mecanismos para preservar a coesão do bloco controlador no longo prazo.
A principal novidade é a formalização do papel de Paulo Moll (CEO) como sucessor natural de Jorge Moll (chairman). De acordo com o documento, caso o atual presidente do conselho deixe de exercer suas funções por morte ou incapacidade permanente, Paulo assumirá poderes especiais de aprovação dentro do grupo controlador, reforçando a continuidade da liderança e reduzindo incertezas relacionadas ao processo sucessório.
Relatório do BTG Pactual destaca que os acordos estabelecem ainda restrições para transferência de ações, direitos de preferência e mecanismos de proteção aos demais integrantes do bloco controlador, além de exigirem alinhamento de voto entre os membros da família. A avaliação do banco é que essas medidas ajudam a preservar a estabilidade acionária e evitam a fragmentação do controle ao longo das próximas gerações.
Para os analistas, a iniciativa fortalece um dos principais atributos da companhia: a capacidade de manter uma visão estratégica de longo prazo sustentada por uma estrutura de comando clara e estável. A instituição ressalta que a família Moll permanece no centro da trajetória de crescimento da empresa, mesmo após movimentos relevantes de expansão, como a aquisição da SulAmérica.
O BTG também reiterou sua recomendação de compra para as ações da Rede D’Or, com preço-alvo de R$ 58 em 12 meses, ante cotação de R$ 42,57 na data da publicação do relatório. As projeções da instituição apontam crescimento contínuo dos resultados, com receita estimada em R$ 87,3 bilhões e lucro líquido de R$ 7,4 bilhões em 2028.
Na avaliação do banco, a Rede D’Or segue como uma das principais apostas no setor de saúde brasileiro, apoiada pela expansão de suas operações hospitalares, pelo avanço nos segmentos de oncologia e seguros de saúde e pelo histórico consistente de execução e criação de valor para os acionistas.
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