As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil aumentaram a pressão sobre o comércio entre os dois países. Segundo relatório da XP, a tarifa média efetiva sobre exportações brasileiras para o mercado americano subiu de 18,5% para 22,1%.
Apesar do número expressivo, o impacto permanece concentrado em setores específicos, como materiais de construção, silício e alguns tipos de celulose química. Produtos relevantes da pauta exportadora, como café, carne bovina e suco de laranja, ficaram de fora das sobretaxas.
O documento destaca que, embora os Estados Unidos sejam um parceiro comercial importante, sua participação nas exportações brasileiras é relativamente pequena, inferior a 11% em 2025.
Além disso, muitas empresas já vêm redirecionando parte da produção para outros mercados, reduzindo a dependência das vendas para os americanos. Assim, o efeito agregado sobre balança comercial, crescimento econômico e inflação tende a ser moderado.
No mercado acionário, o principal reflexo continua sendo o aumento da incerteza e da percepção de risco país. Empresas ligadas a bens de capital e manufaturados podem sentir maior pressão sobre receitas e margens, mas para o mercado como um todo o impacto é mais psicológico do que econômico.
A experiência recente mostra que anúncios de política comercial dos EUA costumam gerar volatilidade, sem necessariamente alterar os fundamentos das companhias brasileiras.
“Em momentos como esse, a melhor resposta para o investidor continua sendo a mesma: manter uma carteira diversificada, acompanhar os desdobramentos das negociações e evitar decisões motivadas apenas pela volatilidade dos mercados”, destaca o relatório da XP.
“A história recente mostra que episódios de tensão comercial costumam gerar ruído e oscilações de curto prazo, mas investidores que permanecem focados nos fundamentos normalmente encontram oportunidades justamente nos momentos de maior incerteza”, completa o documento.
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